ALENTEJO III
Região
abriga ruínas de alto valor
arqueológicoO Alentejo é uma
região de grande valor
arqueológico, reunindo objetos e
construções dos mais diversos
povos e períodos. Caminhando
despretensiosamente o visitante
pode-se deparar, por exemplo, com
uma enorme pedra com antigas
inscrições romanas enfeitando a
fachada de uma casa na
cidadezinha de Marvão. Em pleno
centro de Évora, não se tem
apenas uma pedra, mas diversas
colunas, ainda em pé, do que foi
um grandioso templo romano,
chamado Templo de Diana (embora
não tenha sido, acredita-se,
construído para a deusa).
Entre os mais
recentes e importantes alvos de
pesquisas arqueológicas estão
as ruínas da cidade romana
chamada Ammaia, situada nas
terras de Marvão, que teria sido
engolida pela terra durante um
grande terremoto. As escavações
que revelaram as ruínas
começaram em 1994, quando a
Quinta do Deão (em cujas terras
está soterrada cidade) foi
comprada por um novo dono e doada
à Fundação Cidade de Ammaia,
que tem por objetivo estudar e
valorizar o patrimônio da
região, sendo responsável pelos
trabalhos desenvolvidos hoje no
local.
Uma equipe de
arqueólogos está trabalhando no
lugar há três anos e descobriu
que a zona baixa da cidade
encontrava-se bem preservada,
reforçando a tese de que ela
teria sido mesmo soterrada, por
causas ainda não explicadas, e
estaria intacta, enterrada a
grandes profundidades. No local,
vê-se, hoje, na superfície, o
que restou de uma praça pública
que ladeava uma das portas da
cidade. Peças com inscrições
romanas foram recolhidas pelos
pesquisadores e estão em
exposição no Museu Municipal de
Marvão.
Antes disso,
por volta do século do século
16, várias peças tinha sido
retiradas do local para serem
utilizadas em construções
locais. De lá saíram pedras com
que foram feitos palácios e
igrejas em Portalegre e muralhas
em Castelo de Vide e Marvão
(lembra daquela pedra com
inscrição romana enfeitando a
fachada?). No princípio deste
século, no entanto, pouco se via
na superfície. Apenas alguns
muros que a população local
costumava dizer que a terra não
tinha conseguido engolir junto
com o resto da cidade. O terreno
virou lavoura até que foram
descobertas e desenterradas as
ruínas que hoje os turistas
admiram e permitem constatar que
há muito mais sob a terra.
Os registros
bibliográficos sobre Ammaia
revelam que ela também foi alvo
das atenções dos islâmicos, no
século 9, quando Ibn Marwan
ocupou a região e intitulou-se
senhor de Ammaia. Os
pesquisadores que estão
trabalhando na região pretendem
reunir essas e outras histórias
no Pólo Romano do Museu
Municipal de Marvão, que têm
planos de constituir através da
Fundação Cidade Ammaia.
Para quem
quiser visitar o lugar e conhecer
mais sobre a história da cidade,
é possível agendar passeios à
Quinta do Deão entrando em
contato com o Centro de Turismo
de Marvão - telefone: (045)
93104.
CROMELEQUE -
Para quem quiser voltar ainda
mais no tempo, a dica é
conhecer, nos arredores de
Évora, o Cromeleque dos
Almendres, monumento do período
Neolítico. Formado por 95 pedras
cuidadosamente ordenadas,
compondo dois círculos, atesta a
presença do homem na região há
seis mil anos.
Trata-se do
maior cromeleque da Península
Ibérica, onde pressupõe-se que
eram realizados ritos de
fertilidade e cerimônias
religiosas. A partir de Évora,
são organizadas excursões para
visitar o local. Detalhes:
Região de Turismo de Évora -
F.(066) 74.25.34.