ALENTEJO VII
Artesão
inspira-se no cotidiano ruralOs bonecos de barro são
a cara do Alentejo e para
conhecê-los a dica é visitar o
Museu Municipal de Estremoz,
"que tem bastante para ver e
muito para não esquecer",
como define José Saramago. São
belos e de uma variedade
incrível, retratando cenas do
cotidiano alentejano. Alguns
datam dos século 18. Mas, não
se pense que é uma arte perdida
no tempo. Artesãos
contemporâneos continuam
produzindo as imagens, criando
presépios, procissões, santos e
personagens populares.
E se são
grande atração do artesanato
alentejano, os bonecos de barro
não são a única. Há criativas
peças feitas com a cortiça, do
balde de gelo às figuras
humanas, à venda nas lojinhas de
souvenirs da região. Não são
lá muito baratas (algumas custam
cerca de 10 mil escudos, algo em
torno de R$ 60,00), mas são
cuidadosamente trabalhadas.
Os tapetes de
Arraiolos também não podem ser
esquecidos. São todos feitos a
mão e uma artesã leva duas
semanas para fazer um metro
quadrado. Decoram pisos e paredes
e têm preço médio de 32 mil
escudos (aproximadamente R$
200,00).
Igualmente
belas e tradicionais são as
tapeçarias. Em Portalegre, são
feitas em tear manual, a partir
de um cartão feito pelo criador
dos motivos a serem elaborados
com os fios. De cada cartão só
podem ser feitas seis tapeçarias
- cada uma com, no mínimo, dois
metros quadrados. Não é todo
mundo que pode tê-las em casa ou
no escritório. O metro quadrado
chega a custar US$ 6 mil.
Os artesãos
alentejanos produzem, ainda,
peças de mobília em madeira
pintada e pratos decorados. E
não se pode deixar de conhecer o
trabalho dos mestres de
marionetes de Évora, que fazem
apresentações regulares -
incluindo espetáculos na
Expo'98.