- - - -- - - - - - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 30 de julho de 1998

FIM DE FÉRIAS
Vale a pena viajar na baixa estação

por SÉRGIO ROBERTO LIMA E
LUIZ CLAUDIO FERREIRA

Amanhã termina uma das duas épocas do ano em que as pessoas se acostumaram a tirar férias. Mas quem pensa que se entregar a seu merecido descanso fora desse período - chamado pela indústria do turismo de alta estação - é cair numa roubada, terá uma boa surpresa. Seguir no sentido contrário ao da maioria e viajar quando quase todos estão voltando para a rotina pode ser o ideal para os que não querem, por exemplo, enfrentar filas a perder de vista em tudo o que é atração. De quebra, significa economizar um bom trocado, já que todos os serviços, da passagem aérea aos souvenirs, saem mais em conta.

O setor da aviação, de novo, decolou na frente e tratou de promover mais uma festança nos aeroportos. Desta vez, para os destinos internacionais. Vasp, Varig e Transbrasil resolveram baixar consideravelmente os preços. As três empresas estão com tarifas para Miami, Nova Iorque, Orlando e Washington mais baratas até mesmo do que o normal da baixa estação.

Além da terra do Tio Sam, há outros destinos para onde se pode viajar com descontos nos próximos meses. Na Europa, agora em "média estação", os custos devem cair mais ainda entre setembro e outubro, quando começa a baixa estação. Com isso, espera-se que o movimento nos aeroportos não diminua com o fim das férias. "Teremos a agradável surpresa de ver aviões lotados como se fosse julho ou dezembro", aposta o assistente da gerência geral da Varig no Recife, José Mário Guerra.

Essas reduções acabam sendo repassadas pelas agências de viagem para os seus produtos. A Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav-Nacional) fala em pacotes até 50% mais baratos do que na alta estação. A Stella Barros, por exemplo, oferece uma viagem para a Disney que custa US$ 3.807,00 no mês de julho e cai para US$ 2.314,00 nos meses de menor movimento. Uma redução de 39,21%.

Os programas da Eurotur caem cerca de 20%. Os descontos da Eurovips são mais discretos, mas não menos atraentes (10% em média). Um pacote de 17 dias, por exemplo, incluindo visitas a seis países da Europa, cai 13% na baixa temporada. "Essa queda nos preços é verificada sobretudo a partir de outubro, já que até lá os hotéis europeus seguram os preços da alta temporada e a hospedagem é um fator essencial no cálculo do valor de um pacote turístico", explica o diretor regional da Eurovips no Recife, César Teixeira.

Existem agências, até, que optam por realizar alguns pacotes de viagem exclusivamente nessa tal baixa temporada. A Best Turismo é uma delas. Oferece um programa para Estados Unidos e Canadá, de 21 dias, por US$ 2.640,00, parcelando em até 15 vezes. A gerente da agência, Carla Santos Barbosa, afirma que seria impossível fazer uma promoção dessas nas férias. "Muitos turistas já se acostumaram a fugir dos preços gigantescos da alta temporada", garante.

Até mesmo nas viagens para pertinho pode-se economizar. A Arquipélago Viagens e Turismo tem pacotes de quatro dias para Fernando de Noronha que passam de R$ 600,00 para R$ 570,00 durante a baixa temporada. Parece pouco, mas é suficiente para cobrir, por exemplo, alguns gastos com alimentação.

 
     

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