FIM DE FÉRIAS
Vale
a pena viajar na baixa estaçãopor SÉRGIO ROBERTO
LIMA E
LUIZ CLAUDIO FERREIRA
Amanhã termina
uma das duas épocas do ano em
que as pessoas se acostumaram a
tirar férias. Mas quem pensa que
se entregar a seu merecido
descanso fora desse período -
chamado pela indústria do
turismo de alta estação - é
cair numa roubada, terá uma boa
surpresa. Seguir no sentido
contrário ao da maioria e viajar
quando quase todos estão
voltando para a rotina pode ser o
ideal para os que não querem,
por exemplo, enfrentar filas a
perder de vista em tudo o que é
atração. De quebra, significa
economizar um bom trocado, já
que todos os serviços, da
passagem aérea aos souvenirs,
saem mais em conta.
O setor da
aviação, de novo, decolou na
frente e tratou de promover mais
uma festança nos aeroportos.
Desta vez, para os destinos
internacionais. Vasp, Varig e
Transbrasil resolveram baixar
consideravelmente os preços. As
três empresas estão com tarifas
para Miami, Nova Iorque, Orlando
e Washington mais baratas até
mesmo do que o normal da baixa
estação.
Além da terra
do Tio Sam, há outros destinos
para onde se pode viajar com
descontos nos próximos meses. Na
Europa, agora em "média
estação", os custos devem
cair mais ainda entre setembro e
outubro, quando começa a baixa
estação. Com isso, espera-se
que o movimento nos aeroportos
não diminua com o fim das
férias. "Teremos a
agradável surpresa de ver
aviões lotados como se fosse
julho ou dezembro", aposta o
assistente da gerência geral da
Varig no Recife, José Mário
Guerra.
Essas
reduções acabam sendo
repassadas pelas agências de
viagem para os seus produtos. A
Associação Brasileira das
Agências de Viagem
(Abav-Nacional) fala em pacotes
até 50% mais baratos do que na
alta estação. A Stella Barros,
por exemplo, oferece uma viagem
para a Disney que custa US$
3.807,00 no mês de julho e cai
para US$ 2.314,00 nos meses de
menor movimento. Uma redução de
39,21%.
Os programas da
Eurotur caem cerca de 20%. Os
descontos da Eurovips são mais
discretos, mas não menos
atraentes (10% em média). Um
pacote de 17 dias, por exemplo,
incluindo visitas a seis países
da Europa, cai 13% na baixa
temporada. "Essa queda nos
preços é verificada sobretudo a
partir de outubro, já que até
lá os hotéis europeus seguram
os preços da alta temporada e a
hospedagem é um fator essencial
no cálculo do valor de um pacote
turístico", explica o
diretor regional da Eurovips no
Recife, César Teixeira.
Existem
agências, até, que optam por
realizar alguns pacotes de viagem
exclusivamente nessa tal baixa
temporada. A Best Turismo é uma
delas. Oferece um programa para
Estados Unidos e Canadá, de 21
dias, por US$ 2.640,00,
parcelando em até 15 vezes. A
gerente da agência, Carla Santos
Barbosa, afirma que seria
impossível fazer uma promoção
dessas nas férias. "Muitos
turistas já se acostumaram a
fugir dos preços gigantescos da
alta temporada", garante.
Até mesmo nas
viagens para pertinho pode-se
economizar. A Arquipélago
Viagens e Turismo tem pacotes de
quatro dias para Fernando de
Noronha que passam de R$ 600,00
para R$ 570,00 durante a baixa
temporada. Parece pouco, mas é
suficiente para cobrir, por
exemplo, alguns gastos com
alimentação.