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UP GRADE
Gilvandro
Filho
Sobre a
privacidade online
Durante todo
este segundo semestre, o governo
dos Estados Unidos pretende
discutir a regulamentação de um
problema que preocupa a todos os
que se interessam pelo universo
virtual: a privacidade na
Internet. O controle das
informações privadas na Web
tomará a atenção dos
congressistas norte-americanos,
que vão ouvir de representantes
da indústria a internautas. Os
primeiros, com certeza, irão
defender a auto-regulamentação,
sem a participação do Estado,
tudo calçado na liberdade de
expressão. Eles já estão,
inclusive, fechando um documento
que pretendem encaminhar ao
presidente Bill Clinton contendo
a posição do segmento.
O governo dos
EUA, contudo, tem uma base
sólida para a sua cruzada. Uma
pesquisa do Departamento de
Comércio considera
"desapontador" o fato
de que apenas 14% dos mais de
1.400 websites visitados tenham
fornecido informações quanto ao
uso dos dados coletados via
Internet. Desses, apenas 2%
admitiram possuir uma política
definida sobre o tema.
Ainda sobre a
privacidade, e pegando carona na
matéria que publicamos na
página 11 deste Caderno: saiu,
há pouco, um minucioso
levantamento do Centro para a
Democracia e Tecnologia (CDT),
mostrando que metade dos e-mail
publicitários recebidos pelos
usuários da Internet são
fraudulentos. Essas mensagens,
enviadas sem autorização do
destinatário, são chamadas de
spam, uma praga que permeia o
espaço virtual e a vida dos
internautas. O estudo do CDT foi
encaminhado à Comissão Federal
de Negócios (FTC), órgão que
fiscaliza negócios escusos no
comércio norte-americano.
"Conclusão: o spam, além
de comprometer a infra-estrutura
da Internet, sobrecarregando a
rede, lesa o consumidor e é
crime.
E-mail
gil@jc.com.br
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