ABRIL PRO ROCK III
Gravadoras
se preocupam com seus
lançamentosDiferente das outras
edições, a programação do
Abril Pro Rock este ano, trouxe
um grande número de bandas já
com contratos assinados ou CDs
independentes. Estes, certamente,
foram alguns dos motivos que
contribuíram para o esfriamento
do mercado de entrega de fitas
demos para os representantes de
gravadoras nos bastidores do APR
98.
Os poucos
produtores e músicos que
circulavam entre os camarins se
debatiam para achar os ditos
"olheiros". Os
diretores artísticos de dez
gravadoras, que vieram ao
festival, não estavam
preocupados em achar o ouro de
Midas ou a grande revelação
neste evento. Em vez disso,
cuidaram de preparar o terreno
dos grupos do seu casting, que
estavam se apresentando. A BMG
veio ao Recife lançar a Funk
Fuchers. A Polygram trouxe o
Squaws. E a Paradoxx, a Querosene
Jacaré.
Além do
trabalho de divulgação de seus
grupos, os diretores artísticos
também aproveitaram o festival
para rever amigos e curtir um bom
rock'n roll. "Fazia algum
tempo que não vinha para o Abril
Pro Rock. Afinal, o festival não
tem contra-indicações. Isto
não quer dizer que não esteja
atento", adiantou Miranda,
diretor artístico do selo
Excelente, reponsável pela Mundo
Livre S/A.
Apesar da pouca
movimentação no backstage, não
há dúvidas, entre os diretores
artísticos, de que o festival
continua sendo uma referência no
cenário pop brasileiro. Não é
à toa que a Querosene Jacaré
(Paradoxx) e a Penélope Charmosa
(Sony) estão cantando e rindo à
toa um ano depois da sua primeira
apresentação no APR.