TENTATIVA DE FUGA
PMs
matam detento no Aníbal BrunoMais um episódio com
mortes foi registrado no
Presídio Aníbal Bruno.
Aconteceu ontem, às 13h30,
quando o detento Roberto Carlos
da Silva, o "Raposão",
25 anos, foi assassinado a tiros
por policiais militares, durante
o horário de visitas, provocando
um rápido tumulto entre os
presos e seus familiares. Foi a
quinta morte naquela unidade em
menos de 15 dias.
O diretor do
presídio, capitão Roberto
Galindo, não permitiu a entrada
da imprensa. Por telefone
celular, ele contou que a
polícia atirou, porque o preso
tentou pular o muro junto a uma
das guaritas. Disse não ter
muitas informações sobre o
episódio e que só as
investigações apontarão os
fatos. "Raposão"
cumpria pena por latrocínio e
havia sido transferido da
Penitenciária Barreto Campelo
por questões de segurança.
Familiares dos
presos, que estavam no Aníbal
Bruno, contaram, por sua vez, que
ouviram quatro disparos. A visita
não foi suspensa, mas os
parentes ficaram muito
assustados. Houve corre-corre e o
clima ficou tenso por algumas
horas. A mãe de um dos detentos,
que não quer ser identificada,
disse que os policiais militares
estavam revoltados e soltavam
"gracinhas" para os
parentes dos presos.
"A
polícia diz que atirou porque
ele correu, mas como iria correr
com tanta gente?", duvidava
uma mulher. "Aqui, para os
PMs, mulher de preso também é
bandida", denunciava outra
visitante.
Durante toda a
tarde, o movimento de viaturas
policiais foi intenso no
presídio. Todos temiam que,
aproveitando a liberdade de ir e
vir típica dos dias de visitas,
os demais detentos aproveitassem
para provocar um novo tumulto.