JUSTIÇA
Empresário
desrespeita ordem judicial e é
presoUm dos diretores da
empresa Dom Vital Transporte
Ultra Rápido, Gustavo Henrique
Ribeiro de Vasconcelos, foi
preso, no final da tarde de
sábado, no Aeroporto
Internacional dos Guararapes,
quando chegava de São Paulo num
vôo da Vasp, e encaminhado ao
presídio Aníbal Bruno por
policiais de plantão da
Delegacia de Boa Viagem. Menos de
24 horas depois, o juiz de
plantão da Justiça Federal,
Antônio Bruno Moreira, concedeu
um habeas corpus e o empresário
foi solto às 14h30 de ontem.
A prisão do
empresário foi decretada pela
juíza Plaudenice Abreu de
Araújo, presidente-substituta da
13ª Junta de Conciliação e
Julgamento do Recife do Tribunal
Regional do Trabalho. A ordem
judicial foi expedida por conta
de o diretor ter vendido nove
caminhões Mercedes Benz da
empresa que estavam penhorados
para o pagamento de um débito
trabalhista.
A dívida da
empresa para com o
ex-funcionário Roberto da Costa
Rego estava estipulada no valor
de R$ 101 mil. A prisão do
empresário foi requerida no
último dia 2 de março, pelo
advogado José Pereira Filho. A
requisição foi baseada em
documentos do Detran, que
comprovavam que os caminhões -
garantia do pagamento do débito
- foram vendidos no mês de
janeiro.
EX-FUNCIONÁRIO
- Em março de 1996, o
ex-funcionário entrou com uma
ação na Justiça contra a Dom
Vital. Um despacho, concedido no
último dia 3, estabeleceu que o
empresário deveria entregar os
bens depositados ou pagar-lhes o
valor num prazo de 24 horas. Como
Gustavo Vasconcelos não efetuou
o pagamento, o mandado de prisão
foi expedido há 19 dias.
Os advogados do
empresário, Paulo Vasconcelos e
Expedito Guimarães, informaram
que deram entrada com um pedido
de habeas corpus ainda na tarde
de sábado. O pedido foi atendido
pelo juiz de plantão, que é
titular da 4ª vara da Justiça
Federal. De acordo com Expedito
Guimarães, a prisão do
empresário está vinculada a um
seqüestro ocorrido em
circunstâncias misteriosas, que
será revelado hoje pela dupla de
advogados.