CENA
POLÍTICA
Ciro
Carlos Rocha
Arrumadinho
eleitoral
Na
"reforma da
reeleição", o presidente
Fernando Henrique Cardoso
tropeçou, provocando atritos
desnecessários. O presidente fez
um arrumadinho, cedendo mais
espaços para o PFL (o cozinheiro
ACM temperou a reforma com a
indicação de Waldeck Ornelas
para a Previdência) e tentando
agradar a todos (ou quase todos)
os partidos da base aliada: PSDB,
PFL, PMDB, PPB e PTB. Não
poderia ser diferente, visto que
a meta é uma só: a reeleição.
Mas, em que
pese as negociações passarem
sempre pela divisão do poder, o
Governo não agiu com eficiência
ao tratar da reforma. As frituras
de Carlos Albuquerque,
ex-ministro da Saúde, e de
Arlindo Porto (Agricultura) são
exemplos gritantes. O PTB de
Porto já fala em adotar uma
posição de independência.
Além disso, o
Planalto passou a imagem de
barganha e de submissão aos
"caprichos" do PFL, o
maior partido e que tem sido
importante na votação das
reformas no Congresso. A
criação de uma nova pasta - o
Ministério da Reforma
Institucional - para agradar aos
pefelistas do Piauí, com a
indicação do senador Freitas
Neto, vai nesta linha. A nova
pasta já é motivo de piada até
entre aliados, inclusive alguns
pefelistas.
Licença
no PPS
Entusiasmado
com a campanha de Ciro Gomes,
Roberto Freire anuncia que vai
discutir, com o PPS, a
possibilidade de licenciar-se do
Senado. Ele deve assumir a
coordenação-geral da campanha e
quer dedicar-se, exclusivamente,
às viagens pelo País, com Ciro.
A licença abre vaga para o
suplente Waldemar Borges
(Deminha).
O PPB e
a eleição
Salatiel
Carvalho se esforça para tirar a
imagem de que o partido adotou o
"quem dá mais" para
definir seu rumo na eleição
estadual. "A aliança com o
PSDB será uma demonstração de
despreendimento, já que Carlos
Wilson é o terceiro
colocado", diz. A decisão
será tomada hoje à noite, e o
PPB deve ficar com vaga na chapa.
Como a
chuva
O governador
Miguel Arraes afirmou
recentemente que a
"sabedoria" de Carlos
Wilson não o preocupa. O senador
tucano vem adotando agora um
discurso bem agressivo em
relação ao Governo do Estado e
tenta, desesperadamente, rachar a
polarização Arraes-Jarbas. Se o
governador não se preocupa,
setores da Frente Popular pensam
o contrário. "Carlos Wilson
é como água de chuva: entra em
qualquer lugar", avalia um
aliado, preocupado em manter as
bases longe do tucano.
Linha
de frente
Sérgio Guerra
e Eduardo Campos assumiram a
linha de frente na briga com a
aliança PMDB/PFL. Eles rentam
reverter a exigência do TCU,
condicionando a liberação do
dinheiro do BNDES aos Estados à
autorização do Senado.
PPS faz
"regime"
O PPS enviou ao
TRE pedido de dissolução de 42
diretórios municipais que
descumpriram normas
estatutárias. O partido, agora
com 60 diretórios no Estado,
quer "cortar as
gorduras", evitando o uso da
legenda por pessoas
descompromissadas.
Em Alta
O deputado
Humberto Costa, da bancada do PT.
Cumprindo o primeiro mandato
federal, o petista pernambucano
vem se destacando em várias
frentes, tendo conseguido,
inclusive, uma dimensão que
extrapola o Estado.
Em
Baixa
O deputado
federal José Múcio Monteiro
(PFL). Depois de
"pintar" como
supersecretário, no início do
Governo, deixou de forma bem
discreta (melancólica) a pasta,
voltando ao Congresso para tentar
a reeleição.
Ganho
indireto
Antes mesmo de
se confirmar a indicação do
deputado Fernando Lyra (PSB) para
o Tribunal de Contas da União, o
suplente Ricardo Heráclio já
comemora, feliz da vida.
"Lyra merece. E eu
também", afirma.
Intervenção,
não!
Humberto
Barradas, em campanha para
deputado federal, afirma que não
pode nem ouvir falar em
intervenção na Prefeitura de
Jaboatão. "Newton Carneiro
é o meu melhor
cabo-eleitoral", explica,
com ironia.
|