CARGAS II
Avipe
pede unificação de preços ao
MercosulEm comparação as
tarifas de outros países, as
taxas do Porto do Recife é uma
das mais caras do mundo. É o que
garante o presidente da Avipe
(Associação Avícola de
Pernambuco), Edgar Navais, que
enviou uma carta ao
superintendente do Porto, Carlos
Vilar, solicitando a unificação
dos preços da tarifa do Mercosul
com a de cabotagem. De acordo com
Navais, o preço cobrado para
descarregar o milho dos outros
países que integram o Mercosul
(Argentina, Uruguai e Paraguai)
é mais caro do que o trazido de
Goiás, Bahia e Mato Grosso do
Sul.
Os preços
praticados pelo porto para o
milho do Mercosul, sem incluir
outros serviços, como os de
estivadores, armadores e
capatazia, são de R$ 4,23 por
tonelada e o sugador de terceiros
é de R$ 2,73, também por
tonelada no contrato operacional
da Agemar Transportes e
Empreendimentos, segundo o
presidente da Avipe. A diferença
de uma para outra é de R$ 1,54.
Como o total de milho importado
do Mercosul foi de 35 mil
toneladas no mês de março, o
setor avícola economizaria R$
53.900,00, se as duas taxas
estivessem equiparadas.
Como até junho
os melhores preços de milho são
os da Argentina - depois disso
será a vez de importar de
Barreiras (BA) -, o setor
ávicola do Estado economizaria
muito caso o porto equiparasse as
taxas. "O milho produzido
hoje em Pernambuco é
insuficiente para a avicultura,
só da mesmo para o consumo
humano", lembra Navais,
acrescentando que este mês o
setor deverá importar cerca de
44 mil toneladas.
Ele explica que
no Chile o preço pago para
descarregar uma tonelada de milho
é de apenas um U$$ 1,00; na
Argentina, US$ 2,00, o mesmo
cobrado pelo Porto de New
Orleans, nos Estados Unidos e no
Porto do Recife, o preço por
tonelada é US$ 13,26.
"Nós
tomamos conhecimento da carta,
mas ainda não entendemos o que
eles querem. Já existem três
tarifas no porto (cabotagem,
cargas e cargas do Mercosul), que
têm desconto", disse,
Carlos Vilar. (C.A.C.)