- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 05 de abril de 1998

CARGAS II
Avipe pede unificação de preços ao Mercosul

Em comparação as tarifas de outros países, as taxas do Porto do Recife é uma das mais caras do mundo. É o que garante o presidente da Avipe (Associação Avícola de Pernambuco), Edgar Navais, que enviou uma carta ao superintendente do Porto, Carlos Vilar, solicitando a unificação dos preços da tarifa do Mercosul com a de cabotagem. De acordo com Navais, o preço cobrado para descarregar o milho dos outros países que integram o Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai) é mais caro do que o trazido de Goiás, Bahia e Mato Grosso do Sul.

Os preços praticados pelo porto para o milho do Mercosul, sem incluir outros serviços, como os de estivadores, armadores e capatazia, são de R$ 4,23 por tonelada e o sugador de terceiros é de R$ 2,73, também por tonelada no contrato operacional da Agemar Transportes e Empreendimentos, segundo o presidente da Avipe. A diferença de uma para outra é de R$ 1,54. Como o total de milho importado do Mercosul foi de 35 mil toneladas no mês de março, o setor avícola economizaria R$ 53.900,00, se as duas taxas estivessem equiparadas.

Como até junho os melhores preços de milho são os da Argentina - depois disso será a vez de importar de Barreiras (BA) -, o setor ávicola do Estado economizaria muito caso o porto equiparasse as taxas. "O milho produzido hoje em Pernambuco é insuficiente para a avicultura, só da mesmo para o consumo humano", lembra Navais, acrescentando que este mês o setor deverá importar cerca de 44 mil toneladas.

Ele explica que no Chile o preço pago para descarregar uma tonelada de milho é de apenas um U$$ 1,00; na Argentina, US$ 2,00, o mesmo cobrado pelo Porto de New Orleans, nos Estados Unidos e no Porto do Recife, o preço por tonelada é US$ 13,26.

"Nós tomamos conhecimento da carta, mas ainda não entendemos o que eles querem. Já existem três tarifas no porto (cabotagem, cargas e cargas do Mercosul), que têm desconto", disse, Carlos Vilar. (C.A.C.)


     

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