ACESSÓRIO
Capacete
virtual é aliado para quem gosta
de fortes emoçõesEles funcionam como
curiosidade e chamariz de
público nas feiras de
informática. Fora dos estandes
montados nos Centro de
Convenções, os capacetes e
óculos de realidade virtual são
brinquedos de luxo que poucos se
aventuram a comprar. Se a
tecnologia tem um preço, também
garante diversão, interatividade
e a impressão de que o usuário
entrou num mundo virtual.
O poder
econômico dos norte-americanos
possibilita uma melhor saída dos
capacetes e óculos de realidade
virtual. No Recife, é difícil
encontrar uma loja que ofereça o
produto. E mais ainda um
consumidor que tenha levado um
modelo para casa. Nos últimos
seis meses, a Next Informática,
na Madalena, conseguiu vender
apenas quatro unidades do
Capacete VFX1, da norte-americana
Forte. "O capacete é para
quem é viciado em jogo",
afirma o gerente de produtos da
loja, Jefferson Ryan.
PARAFERNÁLIA
- O capacete é mesmo um
poderoso aliado nas lutas do
usuário contra o mal nos games.
Possui duas pequenas telas de
cristal líquido, que aproximam
as imagens para junto dos olhos
do jogador, e fones de ouvido.
Também vem com um dispositivo,
tipo um joystick, para os
comandos de "andar",
"correr",
"atirar". Uma
parafernália que deixa o
usuário totalmente voltado para
o game.
O produto dá
uma ótima sensação de
interação com o jogo,
permitindo que se olhe para cima
e para baixo em até 70 graus.
Também possibilita "olhar
ao redor", num giro de 360
graus, como se estivesse dentro
da tela. O capacete, que custa a
bagatela de R$ 890,00, vem com um
software em disquete. Acompanha
um CD-ROM com os jogos
especialmente produzidos para o
brinquedo. "Mas também
permite ser usado com outros
jogos, basta uma
reconfiguração", explica
Jefferson Ryan.
Com manual e
comandos todos em inglês, não
chega a ser de fácil
instalação, sendo necessário
também abrir a CPU, para colocar
a placa proprietária. Tudo para
que esses "passeios"
visuais aconteçam - no capacete,
há sensores de posição que se
interligam com o programa.
Quem não tem
capacete poderá optar por
óculos de realidade virtual.
Menos confortável e também com
um número menor de recursos, os
óculos vêm com softwares
específicos e, de uma forma
geral, são mais fáceis de
instalar, não precisando abrir a
CPU. O i-glasses, da Virtual io,
traz uma conexão para a
máquina, pequenos fones de
ouvido e telas de cristal
líquido. Custa R$ 790,00, não
garante uma total imersão no
jogo, mas possui a vantagem de
que pode ser ligado ao
videocassete.
Os óculos
CyberToy, da Typhoon, custam
menos da metade do preço - R$
159,00 -, porém não são mais
do que simples modelos coloridos
com lentes de cristal líquido.
Têm a vantagem da facilidade:
basta ligá-los na entrada da
impressora.