- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 01 de abril de 1998

ACESSÓRIO

Capacete virtual é aliado para quem gosta de fortes emoções

Eles funcionam como curiosidade e chamariz de público nas feiras de informática. Fora dos estandes montados nos Centro de Convenções, os capacetes e óculos de realidade virtual são brinquedos de luxo que poucos se aventuram a comprar. Se a tecnologia tem um preço, também garante diversão, interatividade e a impressão de que o usuário entrou num mundo virtual.

O poder econômico dos norte-americanos possibilita uma melhor saída dos capacetes e óculos de realidade virtual. No Recife, é difícil encontrar uma loja que ofereça o produto. E mais ainda um consumidor que tenha levado um modelo para casa. Nos últimos seis meses, a Next Informática, na Madalena, conseguiu vender apenas quatro unidades do Capacete VFX1, da norte-americana Forte. "O capacete é para quem é viciado em jogo", afirma o gerente de produtos da loja, Jefferson Ryan.

PARAFERNÁLIA - O capacete é mesmo um poderoso aliado nas lutas do usuário contra o mal nos games. Possui duas pequenas telas de cristal líquido, que aproximam as imagens para junto dos olhos do jogador, e fones de ouvido. Também vem com um dispositivo, tipo um joystick, para os comandos de "andar", "correr", "atirar". Uma parafernália que deixa o usuário totalmente voltado para o game.

O produto dá uma ótima sensação de interação com o jogo, permitindo que se olhe para cima e para baixo em até 70 graus. Também possibilita "olhar ao redor", num giro de 360 graus, como se estivesse dentro da tela. O capacete, que custa a bagatela de R$ 890,00, vem com um software em disquete. Acompanha um CD-ROM com os jogos especialmente produzidos para o brinquedo. "Mas também permite ser usado com outros jogos, basta uma reconfiguração", explica Jefferson Ryan.

Com manual e comandos todos em inglês, não chega a ser de fácil instalação, sendo necessário também abrir a CPU, para colocar a placa proprietária. Tudo para que esses "passeios" visuais aconteçam - no capacete, há sensores de posição que se interligam com o programa.

Quem não tem capacete poderá optar por óculos de realidade virtual. Menos confortável e também com um número menor de recursos, os óculos vêm com softwares específicos e, de uma forma geral, são mais fáceis de instalar, não precisando abrir a CPU. O i-glasses, da Virtual io, traz uma conexão para a máquina, pequenos fones de ouvido e telas de cristal líquido. Custa R$ 790,00, não garante uma total imersão no jogo, mas possui a vantagem de que pode ser ligado ao videocassete.

Os óculos CyberToy, da Typhoon, custam menos da metade do preço - R$ 159,00 -, porém não são mais do que simples modelos coloridos com lentes de cristal líquido. Têm a vantagem da facilidade: basta ligá-los na entrada da impressora.


 

 

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