CASO
PAULA JONES
Clinton
diz que gostaria de ter ido ao
tribunalWASHINGTON -
O presidente Bill Clinton disse
ontem que, se fosse apenas um
mero cidadão, teria sentimentos
contraditórios por não ter uma
chance de refutar num tribunal as
acusações de assédio sexual
feitas contra ele pela
ex-funcionária pública do
estado de Arkansas, Paula Jones.
Na semana
passada, uma juíza federal
considerou as acusações de
Jones sem mérito e arquivou a
ação que nos últimos quatro
anos transformou a vida sexual de
Clinton num tema dominante do
debate público sobre seu
governo.
"Mas não
tenho sentimentos contraditórios
como presidente, porque rejeitar
o processo e encerrar o caso é
claramente no melhor interesse do
país", disse o líder
americano.
As
declarações de Clinton, feitas
à revista Time no retorno de sua
viagem da África, fazem parte do
difícil trabalho que ele tem
pela frente para restaurar sua
credibilidade pessoal, que nunca
foi grande entre os americanos, e
colocar a popularidade política
que conseguiu manter durante o
escândalo a serviço da
ambiciosa agenda internacional e
doméstica que pretende executar
nos dois anos e nove meses que
lhe restam na Casa Branca.
As pesquisas de
opinião, que Clinton usa mais do
que qualquer de seus
predecessores para guiar seus
cálculos e decisões políticas,
indicam que os ventos estão a
favor do líder americano, mas
que ele ainda não está livre
das consequências mais graves
produzidas pelo escândalo: as
suspeitas de que mentiu sob
juramento e conspirou para
manipular o depoimento de
testemunhas.