SISTEMA
CARCERÁRIO III
Construção
de presídio gera mais polêmica PETROLINA - A
polêmica em torno da
construção do futuro Presídio
Regional deste município
começou já no início da
primeira etapa das obras. A luta
dos moradores do bairro Henrique
Leite para impedir a instalação
da unidade penal, amedrontados
com a perspectiva de serem
vizinhos de indivídios
perigosos, ganhou adesão até do
compositor Geraldo Azevedo, um
dos filhos mais ilustres da
cidade. Na última terça-feira,
os pedreiros foram obrigados a
suspender os trabalhos para que
fosse realizada uma audiência
com o secretário de Justiça do
Estado, Roberto Franca, que foi
à cidade para esclarecer sobre a
importância do presídio e a
escolha do terreno.
"Não
entendo porque tanta confusão.
Petrolina é uma cidade que
cresce assustadoramente e, há
muito tempo, precisa de novo
presídio", comenta Franca,
lembrando que o terreno é do
Estado e não foi escolhido de
forma arbitrária. "O futuro
presídio, capaz de abrigar 266
detentos, jamais oferecerá
riscos de vida para os
moradores", garante.
O principal
fruto da audiência foi uma
comissão especial formada por
representantes do Legislativo
Municipal, Prefeitura, Justiça e
da sociedade civil para decidir
sobre a continuidade das obras. A
primeira votação resultou em
cinco a um, em favor da
continuação. O único voto
contra foi da Prefeitura que
acabou embargando a obra pela
falta de uma licença de
construção com a autorização
da Capitania dos Portos. Segundo
o engenheiro Licinho Corrêa, a
documentação já está sendo
providenciada.