PERÍODO
Vem
aí o 2º Salão do Veículo
UsadoO consumidor que não
conseguiu realizar o sonho de
comprar um automóvel
zero-quilômetro, mas alimenta o
desejo de substituir o seu modelo
antigo por um seminovo,
provavelmente não vai perder o
2º Salão do Carro Usado, que
acontecerá no Centro de
Convenções, de 8 a 10 de maio.
O evento está sendo organizado
pela Associação dos
Revendedores de Veículos
Automotores do Estado de
Pernambuco (Assovepe) e reunirá
cerca de 70 concessionárias, que
estarão comercializando mais de
1.500 carros a preços e taxas de
juros abaixo do mercado, é o que
garante o presidente da entidade,
Raniere Nogueira.
Ano passado,
foram comercializados cerca de
300 automóveis em dois dias do
salão, no Parque de Exposições
do Cordeiro, além da
negociação de outros 400
cadastros. Para 98, a expectativa
da Assovepe é de que as vendas
dupliquem. "Nós estamos
fazendo campanha com os lojistas
que irão participar do Salão
para que ofereçam uma margem de
desconto de 10%", revela
Nogueira. Além de preços
populares, informa o presidente
da Associação dos Revendedores
de Veículos, haverá no 2º
Salão do Carro Usado um serviço
on-line interligado ao Detran,
para consulta sobre a situação
legal do veículo e sorteio de
prêmios.
PROCEDÊNCIA
- A Assovepe registrou
no mês de março uma queda de
20% no mercado de automóveis
usados, no Recife, em relação a
janeiro e fevereiro. De acordo
com Raniere Nogueira, os fatores
que contribuíram para o fraco
movimento das vendas estão
relacionados com o baixo poder de
compra dos consumidores e as
várias ofertas que algumas
concessionárias promovem para
comercializar seus veículos
novos.
A realização
do Salão de Automóveis, conta o
presidente da Assovepe, é uma
das estratégias de rebater a
concorrência. "O evento
deve provocar um aquecimento nas
vendas no mês de maio, em torno
de 50%", prevê Nogueira.
Segundo ele, adquirir um
automóvel usado ainda continua
sendo vantagem para o consumidor.
"Os preços são 40% mais
baratos do que um
zero-quilômetro e as empresas
conveniadas oferecem garantia da
procedência do veículo".
Além disso,
Raniere aposta na parcela da
população que não consegue
arcar com as prestações dos
carros novos e por isso, acabam
optando pelo seminovo.
"Levados pelas vantagens, os
clientes compram um automóvel
novo e descobrem depois que não
têm como continuar
pagando", comenta o
presidente da Assovepe. Por outro
lado, o presidente da
Associação Nacional das
Empresas Financiadoras das
Montadoras (Anef), Marcos
Vinícius Moya, declarou na
semana passada, que a maior
incidência de calote é
verificada nas compras de carros
usados.