- - - .................................................-Jornal do Commercio - Recife, 05 de abril de 1998

PERÍODO
Vem aí o 2º Salão do Veículo Usado

O consumidor que não conseguiu realizar o sonho de comprar um automóvel zero-quilômetro, mas alimenta o desejo de substituir o seu modelo antigo por um seminovo, provavelmente não vai perder o 2º Salão do Carro Usado, que acontecerá no Centro de Convenções, de 8 a 10 de maio. O evento está sendo organizado pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado de Pernambuco (Assovepe) e reunirá cerca de 70 concessionárias, que estarão comercializando mais de 1.500 carros a preços e taxas de juros abaixo do mercado, é o que garante o presidente da entidade, Raniere Nogueira.

Ano passado, foram comercializados cerca de 300 automóveis em dois dias do salão, no Parque de Exposições do Cordeiro, além da negociação de outros 400 cadastros. Para 98, a expectativa da Assovepe é de que as vendas dupliquem. "Nós estamos fazendo campanha com os lojistas que irão participar do Salão para que ofereçam uma margem de desconto de 10%", revela Nogueira. Além de preços populares, informa o presidente da Associação dos Revendedores de Veículos, haverá no 2º Salão do Carro Usado um serviço on-line interligado ao Detran, para consulta sobre a situação legal do veículo e sorteio de prêmios.

PROCEDÊNCIA - A Assovepe registrou no mês de março uma queda de 20% no mercado de automóveis usados, no Recife, em relação a janeiro e fevereiro. De acordo com Raniere Nogueira, os fatores que contribuíram para o fraco movimento das vendas estão relacionados com o baixo poder de compra dos consumidores e as várias ofertas que algumas concessionárias promovem para comercializar seus veículos novos.

A realização do Salão de Automóveis, conta o presidente da Assovepe, é uma das estratégias de rebater a concorrência. "O evento deve provocar um aquecimento nas vendas no mês de maio, em torno de 50%", prevê Nogueira. Segundo ele, adquirir um automóvel usado ainda continua sendo vantagem para o consumidor. "Os preços são 40% mais baratos do que um zero-quilômetro e as empresas conveniadas oferecem garantia da procedência do veículo".

Além disso, Raniere aposta na parcela da população que não consegue arcar com as prestações dos carros novos e por isso, acabam optando pelo seminovo. "Levados pelas vantagens, os clientes compram um automóvel novo e descobrem depois que não têm como continuar pagando", comenta o presidente da Assovepe. Por outro lado, o presidente da Associação Nacional das Empresas Financiadoras das Montadoras (Anef), Marcos Vinícius Moya, declarou na semana passada, que a maior incidência de calote é verificada nas compras de carros usados.


     

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