VESTIBULAR II
21 feras
fizeram provas em regime especialVinte e um candidatos
fizeram provas em regime
especial, no Centro de Ciências
Biológicas (CCB) da Universidade
Federal de Pernambuco. Foram
quatro candidatas grávidas e uma
em fase de amamentação, cinco
deficientes visuais (dois com
cegueira total), três
acidentados, dois
recém-operados, um paciente com
patologia ortopédica, um com
distonia neurovegetativa, um
candidato com queimadura nas
pernas, dois com deficiência
motora e um com problema de
coordenação motora.
Sheyla Bello
Madeiro, 19 anos, candidata a uma
vaga no curso de direito,
utilizou sua máquina de escrever
em braile para fazer a redação.
Três professoras especializadas
no método irão transcrever o
texto, individualmente. As
transcrições, sem
identificação dos
profissionais, serão anexadas à
redação feita em braile e
enviadas à banca, para
correção.
"A partir
daí, o processo é igual ao dos
demais estudantes, mas, se a
banca tiver alguma dúvida,
convoca um professor para
explicar", informa o chefe
de prédio do CCB, Alci Menezes.
Quem não dispõe da máquina faz
a redação manual, também em
braile, com auxílio de um
caderno e de um lápis especiais.
Ontem, 14
jovens que não conseguiram
chegar a tempo em seus locais de
provas fizeram o exame no CCB,
apesar de não serem portadores
de deficiências. "A Covest
tinha reservado a sala, mas não
esperava um número tão alto de
candidatos", disse Alci
Menezes.
Apenas 58
candidatos fizeram provas em
prédios diferentes do que estava
programado. Foi o caso de Gustavo
Almeida, que deveria fazer no
Bloco G da Unicap, mas perdeu
todos os documentos. Ele realizou
os testes na sede da Covest, no
bairro do Derby. Gustavo Almeida
é de Juazeiro e está prestando
vestibular para medicina.