PRESÍDIO II
Atraso de
agentes causa tumulto em
penitenciáriaUm atraso na troca da
guarda da Penitenciária Barreto
Campelo, em Itamaracá, terminou
provocando um princípio de
tumulto, ontem, durante a visita
dos familiares de presos. O
ônibus que transportava os
agentes penitenciários atrasou,
em meia hora, e os funcionários
que já estavam trabalhando se
recusaram a iniciar a entrada dos
parentes na penitenciária. Os
agentes chegaram por volta das
9h30, quando as filas já estavam
grandes e os presos, impacientes
e reclamando da demora.
O diretor da
Barreto Campelo, major Alexandre
Guarines, foi chamado para
resolver o problema. "Assim
que os agentes chegaram, os
familiares começaram a entrar.
Cerca de uma hora depois, os
ânimos já estavam mais
calmos". Ele disse que os
agentes que estavam de serviço
ficaram com receio de que
precisassem dobrar o horário de
trabalho e decidiram só iniciar
a visita após a troca da guarda.
O major não soube informar o
motivo do atraso do ônibus.
Por causa da
demora, o horário de visitas foi
prorrogado. Em vez de deixarem a
penitenciária às 16h, os
familiares puderam ficar com os
presos até às 17h. "Foi
uma forma de compensar o
transtorno causado pelo atraso do
ônibus", justificou
Guarines. O major afirmou que as
visitas começam às 9h, quando
muitos parentes já estão na
fila esperando para entrar na
penitenciária. "Se houver
qualquer atraso, os presos
começam logo a reclamar. Aqui,
meia hora é uma
eternidade", observou o
diretor da Barreto Campelo.
ANÍBAL
BRUNO - O domingo de visitas
no Presídio Professor Aníbal
Bruno, no bairro do Curado, foi
tranqüilo, apesar de um pequeno
atraso para o início da entrada
dos homens. É que o carimbo
utilizado no controle da guarda
estava trancado na sala do
diretor, capitão Roberto
Galindo. "Na entrada, todos
os homens são carimbados no
braço para que não haja chances
de troca entre visitantes e
presos. É o mesmo método
adotado pelo Playcenter",
explicou o diretor.