- - - -- - - - - - - -- - - - -- - - ---Jornal do Commercio - Recife, 07 de dezembro de 1998

FLAGRANTE

Doméstica é acusada de matar o marido dentro de vagão do metrô

A dona de casa Edilene Carneiro Miranda, 36 anos, está sendo acusada de ter assassinado o marido, o servente João Barbosa da Silva Filho, 29 anos, na tarde do último sábado, com uma facada no coração. O crime aconteceu dentro de um dos vagões do metrô, na Estação Werneck, no bairro de Areias.

O casal estava retornando de um bar, em Cavaleiro, onde bebera com alguns amigos. No caminho, os dois começaram uma discussão que terminou em troca de insultos. Segundo testemunhas, quando o metrô parou na Estação Werneck, a dona de casa tirou uma faca-peixeira de dentro da bolsa e agrediu o marido. Ela tentou escapar, mas foi presa por seguranças do metrô.

Edilene Carneiro foi autuada em flagrante pelos policiais da Delegacia de Plantão do Cordeiro e encaminhada para a Colônia Penal Feminina do Bom Pastor, no bairro do Engenho do Meio, onde ficará aguardando julgamento. O servente ainda foi levado para o Hospital Otávio de Freitas, no Sancho, mas faleceu antes de receber atendimento médico.

A tia da acusada, a dona de casa Adneusa Severina Inácia, 50 anos, revelou que as brigas entre o casal eram freqüentes, principalmente porque a vítima gostava de se embriagar. "Quando ele ficava bêbado, batia em Edilene, dando a desculpa de que ela o traía com outros homens", afirmou Adneusa Severina.

TENTATIVA DE SUICÍDIO - A dona de casa disse que a sobrinha já tentou se matar, mais de uma vez, ingerindo remédios. "Acho que ela está doente. A polícia tem que fazer um exame de cabeça nela para saber qual é o problema", sugeriu a tia, afirmando que Edilene já havia dito, por brincadeira, que uma hora ia terminar matando o marido.

"Ele, às vezes, era muito violento. Não sei o que aconteceu, mas é provável que ela tenha cometido esse crime como uma forma de se defender", observou Adneusa Severina. Segundos os parentes da acusada, o servente João Barbosa já havia ameaçado sair de casa, mas Edilene não aceitava a separação.


     

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