ESCAVAÇÕES
III
Trabalho
de análise dos achados levará
dois anosA análise do material
coletado nas escavações será
feita no laboratório do Núcleo
de Estudos Arqueológicos (NEA)
da pós-graduação em história
da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE). As
arqueólogas Suely Luna e Ana
Nascimento estimam que levarão
mais dois anos para concluir o
trabalho.
"Primeiro
é feita a limpeza de todo o
material. Muitas vezes água e
sabão não são o mais indicado.
"Se a cerâmica tiver
resíduos de pigmento a lavagem
pode apagar tudo", adverte
Suely. Nesses casos, o mais
recomendado é recorrer ao
pincel.
Depois todas as
peças são catalogadas em
função da identificação
realizada no campo. "Nós
combinamos os fragmentos de um
mesmo local para ver se
conseguimos recompor alguma peça
e também para ter uma visão
geral do sítio
arqueológico", adianta.
Um dos
critérios para separar as peças
cerâmicas, uma das etapas do
"quebra-cabeça", é
analisar detalhes como o tipo de
queima, decoração e tempero
usado na matéria-prima. Com a
ajuda de um programa de
computador, as arqueólogas fazem
a reconstituição das peças em
três dimensões.
Na última
etapa do trabalho as
pesquisadoras estabelecem
relações entre as peças
encontradas. "Primeiro
fazemos isso com as peças de um
mesmo sítio, depois partimos
para uma análise comparativa com
outros", diz Suely Luna.
A análise da
cerâmica é fundamental para os
pesquisadores compararem com
outros sítios já estudados.
Esse será um dos caminhos para
se saber informações como o
tempo da ocupação. "Não
encontramos material que possa
ser datado, por isso comparar os
dados com sítios já conhecidos
e que tenham essa informação
será muito importante", diz
Ana.