- - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 07 de dezembro de 1998

INTEGRAÇÃO
Cúpula do Mercosul vai unificar barreiras comerciais

BRASÍLIA - Os ministros e representantes das Relações Exteriores, Economia e bancos centrais do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia abriram ontem, no Rio, a 32ª Reunião do Grupo do Mercado Comum (GMC), o órgão executivo do Mercosul, preparatória da reunião de cúpula que acontecerá nos dias 9 e 10 próximos, no Rio de Janeiro. Neste encontro, será elaborado o texto de unificação das barreiras comerciais.

Em meio a crises financeiras, pacotes e ajustes, nos países do Mercosul - e uma crise política no Chile, com a detenção do general Augusto Pinochet em Londres - os presidentes também devem dar especial atenção ao social, tema que norteou todas as grandes discussões de cúpula desde que a inflação da região foi contida.

Depois de sete anos de negociação, os países do Mercosul chegaram a uma declaração de princípios sobre os direitos dos trabalhadores. O documento, intitulado Declaração Sociolaboral do Mercosul, reúne princípios de direitos individuais, coletivos e dos empregadores, migração de trabalhadores, eliminação do trabalho forçado e de crianças e uma cláusula de seguimento, criando uma comissão tripartite para acompanhar o cumprimento dos compromissos.

A declaração sociolaboral foi concluída semana passada pelo subgrupo de trabalho número 10 (SGT-10) do Mercosul, que cuida dos Assuntos Trabalhistas, Empregos e Seguridade Social, e deve ser um dos principais temas da reunião de cúpula.


     

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