INTEGRAÇÃO
Cúpula
do Mercosul vai unificar
barreiras comerciaisBRASÍLIA - Os
ministros e representantes das
Relações Exteriores, Economia e
bancos centrais do Brasil,
Argentina, Uruguai, Paraguai,
Chile e Bolívia abriram ontem,
no Rio, a 32ª Reunião do Grupo
do Mercado Comum (GMC), o órgão
executivo do Mercosul,
preparatória da reunião de
cúpula que acontecerá nos dias
9 e 10 próximos, no Rio de
Janeiro. Neste encontro, será
elaborado o texto de unificação
das barreiras comerciais.
Em meio a
crises financeiras, pacotes e
ajustes, nos países do Mercosul
- e uma crise política no Chile,
com a detenção do general
Augusto Pinochet em Londres - os
presidentes também devem dar
especial atenção ao social,
tema que norteou todas as grandes
discussões de cúpula desde que
a inflação da região foi
contida.
Depois de sete
anos de negociação, os países
do Mercosul chegaram a uma
declaração de princípios sobre
os direitos dos trabalhadores. O
documento, intitulado
Declaração Sociolaboral do
Mercosul, reúne princípios de
direitos individuais, coletivos e
dos empregadores, migração de
trabalhadores, eliminação do
trabalho forçado e de crianças
e uma cláusula de seguimento,
criando uma comissão tripartite
para acompanhar o cumprimento dos
compromissos.
A declaração
sociolaboral foi concluída
semana passada pelo subgrupo de
trabalho número 10 (SGT-10) do
Mercosul, que cuida dos Assuntos
Trabalhistas, Empregos e
Seguridade Social, e deve ser um
dos principais temas da reunião
de cúpula.