AJUSTE
FHC
propõe normas para os gastos dos
EstadosBRASÍLIA
- O presidente Fernando
Henrique Cardoso manda, hoje, ao
Congresso Nacional projeto de lei
sobre responsabilidade fiscal,
que cria normas de conduta para a
gestão de finanças públicas da
União, dos Estados e
municípios. O objetivo principal
do projeto é enquadrar Estados e
municípios para que consigam já
em 1999, superávit primário
(receitas menos despesas, exceto
gastos com juros da dívida) de
0,4% do PIB (Produto Interno
Bruto), conforme o programa de
ajuste fiscal do governo federal.
De acordo com a
última versão do projeto,
Estados e municípios não
poderão renegociar suas dívidas
com a União após a aprovação
da lei. Também serão feitas
restrições a novos
endividamentos, como as
operações ARO (Antecipação de
Receita Orçamentária), sobre as
quais o governo federal
atualmente tem pouco controle.
Secretários e
ministros da área econômica
também poderão perder seus
cargos e se tornarem inelegíveis
se não cumprirem as metas a
serem fixadas na lei
orçamentária de cada ano. A lei
de responsabilidade fiscal será
uma espécie de código de
finanças, estabelecendo
punições, como suspensão de
avais da União e de repasses
voluntários de verbas para
Estados e municípios, em caso de
infração das normas.
METAS -
BRASÍLIA - O acordo do
Brasil com o Fundo Monetário
Internacional (FMI) só será
realmente conhecido hoje. A
Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE) do Senado Federal receberá
do ministro da Fazenda, Pedro
Malan, as metas que o governo vai
ter que cumprir se quiser receber
integralmente os US$ 41,5
bilhões negociados com diversos
organismos. Amanhã, Malan
explicará as metas aos
senadores.
Os compromissos
assumidos pela equipe econômica
com o Fundo fazem parte do
"Memorando Técnico de
Entendimento". No início de
novembro, quando o valor de US$
41,5 bilhões foi divulgado,
alguns compromissos conceituais
foram comunicados.
Na semana
passada, quando a direção do
FMI aprovou o acordo, um novo
compromisso foi divulgado: a
queda do déficit nominal para
4,7% do Produto Interno Bruto
(PIB) em 1999, 3% em 2000 e 2% em
2001. O déficit nominal é
resultado das receitas menos as
despesas de todo o setor
público: União, Estados e
Municípios. Hoje, este déficit
está na casa dos 8% do PIB.