CLÁSSICO II
Muita
hostilidade entre os torcedoresAntes do clássico entre
Corinthians e Santos, ontem à
tarde, no Pacaembu, não houve
casos graves de violência entre
torcedores, mas muita
hostilidade. A presença de
aficionados santistas foi
insignificante e os poucos que
foram ao estádio, cerca de 25%
do total, passaram por
dificuldades.
O tobogã, que,
em tese, seria todo do Santos,
ficou dividido. Muitas
provocações entre as torcidas e
poucos policiais separando os
agitadores. Foram cerca de 15,
que improvisaram um cordão de
isolamento (sem corda), cada vez
mais espremido, entre as
torcidas. Meia hora antes do jogo
começar, a polícia, temendo
conflitos maiores, abriu os
portões de um dos setores da
arquibancada para acomodar os
corintianos que estavam no
tobogã, deixando só santistas
no setor. Houve muita correria na
separação. No total, a Polícia
Militar mobilizou 372 homens para
cuidar da segurança no Pacaembu,
sendo 246 soldados fora do
estádio e 126, dentro. Ao entrar
em campo, o técnico do
Corinthians, Wanderley
Luxemburgo, foi chamado de
"mercenário" pela
pequena torcida santista. Nos
bastidores, mais polêmica
envolvendo Luxemburgo e
dirigentes do Santos.
O litígio,
desta vez, foi uma reclamação
do treinador contra os santistas
quanto ao bloqueio de seu Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS). O presidente do Santos,
Samir Abdul-Hack, criticado por
Luxemburgo, sexta-feira, revidou
e garantiu que o Santos não tem
dívidas com o técnico.
"Quando alguém pede
demissão, é natural que o fundo
de garantia fique
bloqueado", disse.
"Qualquer empregadinho sabe
disso e ele (Luxemburgo) também
deveria saber". Samir
lamentou que o treinador
"esteja mal assessorado pelo
novo empregador" e voltou ao
assunto da dívida de Luxemburgo
com o dono do imóvel alugado em
Santos, caso resolvido
quinta-feira. "Se ele
(Luxemburgo) não cumpriu o que
foi acordado com o dono do
imóvel, o Santos não tem nada a
ver com isso", alfinetou.