- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - --Jornal do Commercio - Recife, 07 de dezembro de 1998

TUMULTO
Polícia obrigada a conter os vários focos de tumulto

Apesar do movimento tranqüilo de torcedores na entrada do Canindé, os policiais militares do 2º Batalhão de Choque, responsáveis pela segurança no estádio, tiveram muito trabalho para controlar alguns tumultos entre fãs da Portuguesa e do Cruzeiro. Torcedores mineiros foram hostilizados por um grupo de paulistas, que atiraram garrafas de água e latas de cerveja nos rivais.

Os cruzeirenses, no entanto, não foram apenas vítimas. Três torcedores com a camisa do clube de Minas roubaram a camisa e o relógio de um fã corintiano, em frente do Shopping D. O efetivo da PM, formado por 150 homens, nada pôde fazer, já que ele estava cuidando somente da segurança nas imediações do estádio.

Na chegada dos ônibus das equipes, outro problema. O veículo com a delegação mineira ficou impossibilitado de entrar por causa do número excessivo de carros no estacionamento do Canindé. Os jogadores, então, tiveram de seguir a pé do portão ao vestiário e não escaparam dos insultos da torcida paulista.

Em campo, antes do início da partida, cerca de 300 crianças vestidas com o uniforme da Portuguesa promoveram uma grande festa para a torcida da casa. Os cruzeirenses, porém, não gostaram e começaram a atirar objetos no gramado. As crianças não se intimidaram. Elas correram até o setor da arquibancada reservado ao adversário e devolveram os objetos. O comportamento das crianças gerou uma sonora troca de insultos entre os torcedores.


     

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