TUMULTO
Polícia
obrigada a conter os vários
focos de tumultoApesar do movimento
tranqüilo de torcedores na
entrada do Canindé, os policiais
militares do 2º Batalhão de
Choque, responsáveis pela
segurança no estádio, tiveram
muito trabalho para controlar
alguns tumultos entre fãs da
Portuguesa e do Cruzeiro.
Torcedores mineiros foram
hostilizados por um grupo de
paulistas, que atiraram garrafas
de água e latas de cerveja nos
rivais.
Os
cruzeirenses, no entanto, não
foram apenas vítimas. Três
torcedores com a camisa do clube
de Minas roubaram a camisa e o
relógio de um fã corintiano, em
frente do Shopping D. O efetivo
da PM, formado por 150 homens,
nada pôde fazer, já que ele
estava cuidando somente da
segurança nas imediações do
estádio.
Na chegada dos
ônibus das equipes, outro
problema. O veículo com a
delegação mineira ficou
impossibilitado de entrar por
causa do número excessivo de
carros no estacionamento do
Canindé. Os jogadores, então,
tiveram de seguir a pé do
portão ao vestiário e não
escaparam dos insultos da torcida
paulista.
Em campo, antes
do início da partida, cerca de
300 crianças vestidas com o
uniforme da Portuguesa promoveram
uma grande festa para a torcida
da casa. Os cruzeirenses, porém,
não gostaram e começaram a
atirar objetos no gramado. As
crianças não se intimidaram.
Elas correram até o setor da
arquibancada reservado ao
adversário e devolveram os
objetos. O comportamento das
crianças gerou uma sonora troca
de insultos entre os torcedores.