DEPRESSÃO
INFANTIL III
Terapia
logo no primeiro ano de vidaOs psicanalistas que
atendem a bebês com problemas de
sono, alimentação ou excesso de
choro ainda não sabem explicar
como se dá a compreensão pelos
bebês do significado das
palavras dirigidas pelo
psicanalistas especialmente a
eles. Mas já comprovaram,
através de trabalhos iniciados
pelas francesas Françoise Dolto
e Myriam Szejer, que os bebês
compreendem o que lhe dizem os
psicanalistas e reagem de forma
positiva.
"O bebê
que nasce é um ser de
comunicação que busca ser
compreendido. O que ele quer e
necessita é a sua comunicação.
As palavras do psicanalista
satisfazem a necessidade deste
entendimento, mas o amor
genuíno, a paixão original, tem
que ser satisfeita por figuras
originais, em primeiro lugar,
pela mãe", ressalta a
psicanalista paulista Joanna
Wilheim, que na semana passada
apresentou estas pesquisas
francesas no 3º Simpósio da
Relação Mãe-Bebê, no Colégio
Brasileiro de Cirurgiões, no Rio
de Janeiro.
A psicanálise
de bebês, desenvolvida na
França graças ao avançado do
sistema de saúde do país, ainda
está engatinhando no Brasil,
segundo Joanna Wilheim. Mas os
psicanalistas começam a perceber
a importância do atendimento a
crianças no primeiro ano de vida
e muitos profissionais, além de
Joanna Wilheim, já atendem a
bebês em vários estados, entre
eles, Geny Talberg e Joaquim
Couto Rosa, no Rio; Marisa
Mélega, em São Paulo e no
Paraná; e Nara Caron, em Porto
Alegre.