..............................................-Jornal do Commercio - Recife, 06 de dezembro de 1998

DEPRESSÃO INFANTIL III
Terapia logo no primeiro ano de vida

Os psicanalistas que atendem a bebês com problemas de sono, alimentação ou excesso de choro ainda não sabem explicar como se dá a compreensão pelos bebês do significado das palavras dirigidas pelo psicanalistas especialmente a eles. Mas já comprovaram, através de trabalhos iniciados pelas francesas Françoise Dolto e Myriam Szejer, que os bebês compreendem o que lhe dizem os psicanalistas e reagem de forma positiva.

"O bebê que nasce é um ser de comunicação que busca ser compreendido. O que ele quer e necessita é a sua comunicação. As palavras do psicanalista satisfazem a necessidade deste entendimento, mas o amor genuíno, a paixão original, tem que ser satisfeita por figuras originais, em primeiro lugar, pela mãe", ressalta a psicanalista paulista Joanna Wilheim, que na semana passada apresentou estas pesquisas francesas no 3º Simpósio da Relação Mãe-Bebê, no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, no Rio de Janeiro.

A psicanálise de bebês, desenvolvida na França graças ao avançado do sistema de saúde do país, ainda está engatinhando no Brasil, segundo Joanna Wilheim. Mas os psicanalistas começam a perceber a importância do atendimento a crianças no primeiro ano de vida e muitos profissionais, além de Joanna Wilheim, já atendem a bebês em vários estados, entre eles, Geny Talberg e Joaquim Couto Rosa, no Rio; Marisa Mélega, em São Paulo e no Paraná; e Nara Caron, em Porto Alegre.


     

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