CONSUMO
Empresário
cai no conto do spammerIDG Now!
Fraga Porto,
diretor da Portosoft
Informática, comprou por R$ 70
uma lista com 100 mil endereços
brasileiros de e-mail na
esperança de atrair, via
Internet, compradores para seu
software Sistema Administrativo
Empresarial. Resultado: Porto
não só não conseguiu vender
nenhuma cópia do produto como
também acabou atraindo a ira de
mais de uma dezena de internautas
na semana passada.
"Fui
vítima de uma brincadeira, pois
quando comprei a lista a pessoa
me disse que todos os e-mails
eram de pessoas que aceitariam
receber propaganda online e que
todos os endereços estavam
ativos", diz Porto. De
acordo com o executivo, as
pessoas reclamaram do e-mail que
ele enviou e vários dos
endereços comprados estavam
inativos.
Porto afirma
ter usado apenas 10 mil
endereços da lista para fazer um
teste do retorno da mídia.
"Não recebi nada de
positivo. Se soubesse que haveria
problemas em fazer a divulgação
de meu produto via e-mail não
teria comprado a lista", diz
Porto. "Como a empresa
parecia organizada, não relutei
em comprar", afirma.
Porto comprou a
lista da carioca Fernanda,
consultora de informática que
não concorda em ser chamada de
spammer. Fernanda conseguiu
acumular os 100 mil e-mails de
brasileiros em listas da própria
rede. "A Internet é um
caminho sem volta para a
propaganda comercial. Acho que
usuário que não deseja receber
propaganda deve usar
filtros", diz a carioca.
Fernanda acha
que o spam não é um mal para a
Internet e que as entidades
ligadas à rede, como Comitê
Gestor, Fapesp e Abranet,
deveriam regulamentar esse tipo
de atividade. "Tenho sido
punida por provedores que
cancelam minha assinatura e por
xiitas da Internet que tentam
barrar minhas atividades com mail
bomba. É preciso acabar com
estes desajustes", diz.
De acordo com
Fernanda, a comercialização da
lista de e-mails vem sendo
realizada pela própria Internet.
"Enviei a proposta para 20
mil pessoas e menos de 200
reclamaram da minha atitude. Já
vendi a lista para mais de 50
empresários", afirma
Fernanda.