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PEOPLE
NET
Sandra
Carvalho
Eles
querem a Web mais veloz
Não importa se
eles precisam desembolsar mais
dinheiro para ter um tráfego
mais rápido na cyber rodovia.
Internautas americanos acham que
velocidade é assunto
prioritário na rede. Pelo menos
foi o que revelou um recente
estudo feito pela empresa Yankee
Group. Cerca de 41% dos
entrevistados afirmaram que é
fundamental o tráfego veloz de
dados e 43% disseram que é uma
necessidade, mas não tão
urgente. No ano passado, a firma
realizou o mesmo estudo e
constatou que a comunidade
internauta não estava assim tão
preocupada com o item velocidade.
Apenas 25% declararam que a rede
precisava de tráfego mais
rápido do que qualquer outra
coisa, seja privacidade de dados
ou segurança nas transações
financeiras.
"Outro
dado relevante da pesquisa: 36%
dos entrevistados disseram que
estão dispostos a pagar mais,
cerca de US$ 40,00 por mês, para
terem uma Internet menos
irritante, na hora de baixar
images e assistir a vídeos
online. Segundo o estudo, as
companhias telefônicas e de
comunicação via cabo deveriam
abrir os olhos para esse
crescente filão e começar a
oferecer servicos a preço
convidativo. O Yankee Group
estima que cerca de 300 mil
pessoas irão contar com Internet
super veloz este ano e cerca de 7
milhões terão acesso relâmpago
por volta do ano 2002.
Já outro
estudo, feito pela empresa
Ziff-Davis Market Intelligence,
não é tão otimista. Ele mostra
que 49% das grandes companhias
nos Estados Unidos ainda usam
baixa velocidade no tráfego de
dados na rede. Não é nem uma
questão de finanças; é uma
questão de interesse. Apenas 28%
das companhias estão conectadas
a velocidade superior a 2 Mbps.
Os dois estudos alertam para uma
melhor infra-estrutura em
telecomunicações, sem a qual o
mercado eletrônico vai continuar
emperrado, seja nos EUA ou em
qualquer outra parte do planeta.
SOS
Correios
Se existe um
país onde a revolução Internet
incomoda o serviço dos Correios,
esse país é os Estados Unidos.
Antes de a Rede ser popularizada,
a carta simples era responsável
por uma boa parte da
lucratividade do setor. Agora,
com milhões de americanos
recorrendo ao e-mail, o serviço
precisa mesmo é buscar
alternativas de negócios. O
Serviço Postal americano tem
perdido cerca de US$ 85 milhões
desde 1995, na tentativa de
desenvolver novos ramos de
empreendimentos. A empresa já
sente o estrondoso impacto da
revolução dos computadores na
sua caixa registradora. Agora
tenta usar o "inimigo"
ao seu favor. Por exemplo,
facilitando pagamento de contas
pela rede. Cerca de 25% do
negócio do Serviço Postal é
baseado em pagamento de contas,
como gás, eletricidade ou
impostos. Representantes do
serviço estão otimistas, mas
até agora, dos 19 novos ramos de
atividade, apenas quatro estão
dando bons resultados e, mais uma
vez, com a ajuda da Internet. Um
deles é a venda de camisetas,
chaveiros, canecas e outras
bugingangas com a logomarca dos
Correios, pela World Wide Web.
Voil'a
Os franceses
estão comemorando o crescimento
do uso da Internet no país. A
França ainda está atrás de
outros países e da Europa no
tocante ao uso da rede, a exemplo
da Alemanha (cerca de 81 milhões
de habitantes e 5.9 milhões de
internautas). Mas, de acordo com
recente estudo da companhia
Mediangles, o número de 2.5
milhões de franceses plugados na
rede (população de 60 milhões)
já pode ser considerado
otimista. A França vem crescendo
cerca de 7% em público
internauta ao mês, e o volume
duplicou em relação ao ano
passado.
Comodidade
Com tantas
companhias de automóveis
vendendo carros online, a
canadense Belairdirect resolveu
inovar e oferecer mais um
serviço ao cyberconsumidor:
seguro do carro via web. O
serviço, por enquanto, está
disponível apenas em Ontario. Os
clientes da empresa canadense só
precisam preencher um formulário
online, indicando todos os dados
do veículo comprado via
Internet. O serviço funciona 24
horas por dia, sete dias na
semana. O consumidor digital tem
ainda de 10 a 20% de desconto na
compra do seguro, já que a
companhia dispensou os vendedores
de seguro no novo cybernegócio.
Adoção
O presidente
norte-americano Bill Clinton
anunciou na semana passada a
criação do Serviço Nacional de
Registro de Adoção pela
Internet. Segundo ele, há 100
mil crianças esperando por um
lar nos Estados Unidos e a
Internet tem enorme potencial
para encurtar esta espera. A
secretária de Saúde e Serviços
Humanos, Donna Shalala, ficou
encarregada de viabilizar o tal
projeto. O relatório deverá ser
entregue ao presidente em dois
meses. O serviço deverá
facilitar o link entre famílias
e entidades de adoção
disponibilizando fotos,
informações sobre as crianças
e procedimento.s
Liberdade
Uma biblioteca
pública da Virginia, EUA, anda
brigando com o poder judiciário
local. Acontece que a corte acaba
de proibir a biblioteca Loudoun
County de instalar filtros que
selecionam o material acessado
pelo seu público na rede
Internet. A juíza da Virginia
disse que a medida é
anticonstitucional. Ela ordenou a
retirada dos softwares
imediatamente. Furiosa, a
diretoria da biblioteca elaborou
uma lista com sites de conteúdo
pornográfico para convencer a
tal juíza que a rede é
"perigosa" para menores
e precisa ser
"supervisionada".
Recentemente, Clinton aprovou o
uso de filtros nas bibliotecas
para impedir o acesso a material
"inadequado" por
menores. Mas a biblioteca da
Virginia instalou filtros até
nos micros acessados por adultos.
E-mail
sandramega@hotmail.com
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