TERRAS
Jungmann
critica MST e suspende reforma
agráriaBRASÍLIA - O
ministro da Reforma Agrária,
Raul Jungmann, anunciou ontem que
autorizou a Polícia Federal a
usar a força, se for
necessário, para liberar reféns
e prédios ocupados por
integrantes do Movimento dos Sem
Terra em São Paulo, Vitória
(ES), Natal (RN) e Chapecó (SC).
Segundo o ministro, as invasões
foram patrocinadas pelo MST e
pelo PT (Partido dos
Trabalhadores) com o objetivo de
tumultuar o processo eleitoral. A
reforma agrária nos quatro
Estados onde ocorreram as
ocupações está suspensa por
tempo indeterminado.
"Não tem
conversa, não tem jogo. Vamos
abrir inquéritos contra José
Rainha e Gilmar Mauro. Vamos
cobrar os prejuízos causados ao
Incra (Instituto de Colonização
e Reforma Agrária), centavo por
centavo", afirmou Jungmann,
após fazer uma avaliação das
ações do MST. De acordo com o
ministro, o Governo vem cumprindo
à risca as metas fixadas para a
reforma agrária e, portanto,
não há o menor motivo para que
os sem-terra promovam invasões
de propriedades rurais ou ocupem
prédios do Incra, como fizeram
ontem.
O Governo não
terá condições de reiniciar
hoje o processo de reforma
agrária em São Paulo, mesmo com
a desocupação do prédio do
Incra. "A reforma agrária
no Estado continua sem funcionar
enquanto não for feito o
balanço dos prejuízos no
Incra", informou ontem à
noite o ministro de Política
Fundiária, Raul Jungmann.
Segundo ele, hoje um oficial de
Justiça e jornalistas serão
chamados para entrar no prédio e
verificar os estragos feitos.