SAÚDE
Câmara
define conceito de doença
pré-existenteBRASÍLIA - A
Câmara de Saúde Suplementar
definiu ontem o conceito de
doença pré-existente, que será
usado como parâmetro na
regulamentação dos serviços
obrigatórios dos planos e
seguros de saúde. Pela decisão
da Câmara, as doenças só
serão consideradas
pré-existentes às adesões aos
planos e seguros se o paciente
estiver plenamente consciente de
que é portador da moléstia. Se
o paciente é hipertenso, mas
nunca teve uma crise, a doença
não poderá ser enquadrada como
"pré-existente".
Estas regras
são o primeiro passo para a
definição das responsabilidades
de pacientes e empresas de saúde
sobre as doenças
pré-existentes, um dos
principais pontos da
regulamentação da saúde
privada. A partir de agora, a
Câmara definirá se os planos e
seguros de saúde terão que
submeter seus associados a exames
clínicos ou a questionários
para identificar as doenças
pré-existentes. Esta decisão é
importante porque, pelas regras
em vigor, as administradoras de
planos de saúde não são
obrigadas a cobrir o tratamento
de doenças contraídas antes do
paciente se associar a um plano.
A Câmara
ratificou ontem ainda que os
planos de saúde terão que se
responsabilizar por transplantes
de rins e de córneas. Os demais
casos (de coração, medula, etc)
estão em estudo. Hoje, a Câmara
de Saúde Suplementar volta a se
reunir para discutir os
mecanismos de compensação do
SUS.
O ministro da
Saúde, José Serra, pediu ontem
à Federação das Indústrias do
Estado de São Paulo apoio para a
campanha de prevenção do
câncer no colo do útero, em
todo o país.