-- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 09 de setembro de 1998

FINANÇAS
Japão lança medida para salvar bancos

TÓQUIO - O Partido Liberal Democrático (governista) vai apresentar hoje à oposição japonesa uma proposta de compromisso para tratar da inadimplência no sistema bancário. A informação é da agência de notícias japonesa Kyodo, citada pela Dow Jones. O novo projeto do PLD inclui a proposta da oposição que prevê a nacionalização temporária de bancos em sérias dificuldades. O Ministério das Finanças também não teria o poder de decidir sozinho quais bancos serão liquidados e quais sofrerão intervenção.

De acordo com a nova proposta, a decisão ficaria por conta da Agência Supervisora das Finanças. Essa agência, a ser presidida por um membro do gabinete de governo, mas devendo incluir outros setores, deverá decidir caso a caso se aplica um esquema de nacionalização temporária ou de recapitalização dos bancos.

A oposição exigia um comitê totalmente independente do governo para tomar essas decisões, o que o partido governista não aceita. Segundo a Kyodo, o PLD também está rejeitando a exigência de revogar a lei que prevê o uso de até 13 trilhões de ienes em fundos públicos para injetar recursos nos bancos em dificuldades.

DEFLAÇÃO - A Agência de Planejamento Econômico (APE) do Japão anunciou uma leve redução em suas previsões para a economia do país. Segundo a agência, a economia japonesa continua em prolongada queda e a situação é muito grave.

"Precisamos adotar ações para evitar que a economia seja sugada (pela espiral deflacionária)", disse Sakaiya depois da divulgação do relatório mensal da EPA em Tóquio. O documento menciona a forte queda nos preços das ações e nas taxas de juro de longo prazo em agosto como uma razão para o rebaixamento nas previsões econômicas.

"É possível que os movimentos dos mercado em agosto tenham causado uma deterioração no sentimento (econômico)", disse Takahsi Omori, diretor da divisão de Economia Nacional da APE. Ele acrescentou que o declínio dos mercados e as condições econômicas no mundo também contribuíram para pressionar a economia japonesa.


     

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