REPRESSÃO
III
Falta de
intimidade com o órgão genital
agrava doençasA falta de intimidade
com os órgãos genitais, mais
especificamente a vulva, tem sido
responsável por um alto índice
de casos de vulvovaginites nos
consultórios ginecológicos do
Recife. Atualmente, os problemas
ligados ao órgão ganham em
termos de quantidade para casos
de doenças como as famosas
máculas uterinas ou as
infecções urinárias. O uso de
anticoncepcionais e até mesmo o
aumento do estresse cotidiano
são alguns dos fatores que
desencadeiam as vulvovaginites
que, se não tratadas
corretamente, podem gerar o
câncer na vulva.
"Os fungos
e bactérias, que estão
presentes em toda a parte do
corpo, são responsáveis por
este tipo de problema. Uma pessoa
estressada tende a ter queda de
imunidade, aumentando assim a
propagação dos fungos pela
vulva", explica a
ginecologista Isabel Carneiro.
Já os anticoncepcionais, por
causar modificações na flora
vaginal, também geram o aumento
das bactérias, dando espaço a
uma vulvovaginite.
O câncer no
órgão ainda é muito raro, ao
contrário da doença no colo do
útero, muito comum entre as
mulheres. Por esta razão, a
colposcopia precisa ser realizada
anualmente, ao contrário da
vulvoscopia (exame na vulva que
detecta o câncer), que precisa
ser feita apenas quando for
identificada alguma anormalidade
na região. "Quando surgem
coceiras não causadas por
fungos, que persistem sempre,
deve-se ir ao médico",
ensina Isabel Carneiro.
JEANS
APERTADO - Alterações
visuais como manchas ou alguma
deformidade também devem ser
vistas por especialistas.
"Nestes casos, é preciso
que se faça uma
vulvoscopia", diz a
ginecologista Angelina Maia,
lembrando que o exame, feito
precocemente, extingue a doença
do local. A gravidez e o uso de
calças apertadas, principalmente
as jeans, também contribuem para
a propagação de fungos e
bactérias na genitália
feminina. A ginecologista
recomenda que as mulheres
observem periodicamente a vulva,
além de manter a higiene no
órgão. "O ideal é que a
vulva seja lavada com sabão
neutro, e que se adote as
calcinhas de algodão", diz
Angelina Maia. (F.M.)