- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 09 de setembro de 1998

EDUCAÇÃO
DI-UFPE ganha nota 5 mas se diz injustiçado e pede mais pontos

por BENIRA MAIA
benira@jc.com.br

Não basta ser bom; tem que estar muito bem posicionado entre os melhores. O Departamento de Informática da Universidade Federal de Pernambuco teve a sua pós-graduação classificada como uma das melhores do país na área, porém contesta o resultado da avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação. O DI, que obteve nota 5, pleiteia um resultado mínimo de 6 numa classificação cujo valor máximo é 7.

"A classificação foi injusta", afirma o vice-coordenador da Pós-Graduação, Augusto Sampaio. Em documento enviado há duas semanas, o Departamento contesta o resultado e sugere uma nova avaliação. No documento, o DI acredita se enquadrar nos pré-requisitos básicos para obtenção da nota máxima e expõe que alguns dados contidos no resultado não conferem com a atual realidade.

"Deixaram de entrar na avaliação publicações de peso em revistas científicas internacionais", diz Sampaio. Ele enumera ainda erros no tempo médio de conclusão do mestrado e na relação do número entre graduados e os que abandonaram o curso.

PESO - "Esse departamento sempre foi de grande destaque, tem publicações de alto nível e um corpo docente altamente qualificado", defende Sampaio. A pós-graduação do DI conta somente com professores-doutores - até mesmo nas aulas de mestrado - e, no ano passado, contabilizou 88 publicações - em livros, periódicos, revistas e congressos nacionais e internacionais.

Desde 92, a pós-graduação vem recebendo da Capes o conceito A, hoje equivalente às notas 5, 6 e 7 - o método de classificação passou a ser numérico e, se antes era bienal, agora acontecerá em intervalos de três anos. "De 94 para cá tivemos grande progresso, como não podemos manter o mesmo resultado? O DI ficar no limite inferior do A é uma injustiça. Merece, pelo menos, um 6", diz Augusto Sampaio. No resultado das pós-graduações de informática, nenhum curso obteve a nota máxima de 7 e apenas dois foram classificados com 6 - da PUC e Cope, ambos do Rio de Janeiro.


 

 

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