CD-ROM
Método
interativo ensina inglês
intuitivamenteFalar inglês
intuitivamente, da mesma forma
que aprendemos a língua
portuguesa. Foi com esse objetivo
que o professor José de Meira
Lins idealizou o English Booster,
um software que alia a
curiosidade do aluno com os
recursos multimídia do
computador. "Quando falamos
uma língua, materna ou não,
usamos uma série de critérios
que nos guiam na formação das
sentenças", explica Meira
Lins. "As palavras peixe
gato come o soltas assim não
significam nada. Mas, se
colocadas em ordem, o gato come
peixe, fazem sentido",
exemplifica.
Na opinião do
professor, esses critérios são
absorvidos inconscientemente. Ele
confirma: "Um exemplo
clássico é a criança quando
diz eu pido, ao invés de eu
peço. Vê-se que ela já
aprendeu a conjugar verbos
regulares da terceira
conjugação, mas ainda não se
deu conta". Pois bem, se os
conceitos para aprendizado de uma
língua são intuitivos, por que
não criar uma metodologia para
falar outras línguas do mesmo
modo? "O computador é um
instrumento que pode ajudar muito
nessa tarefa, pois extrapola os
limites de uma fita
cassete", diz Meira Lins.
Interatividade
é a palavra-chave do método. O
aluno tem três elementos para
optar, da maneira que achar
melhor: o agente, definido na
coluna who? (quem?); uma ação,
que pode ser um verbo, uma
profissão, um estado ou um lugar
- para escolher, clica-se num dos
ícones da coluna how? where?
what? (como? onde? o quê?). Por
fim, é preciso determinar o
tempo. Em when? (quando?), o
aluno tem à sua disposição um
calendário inteligente que marca
desde o dia de hoje até o ano
seguinte. Com todos os elementos
selecionados, basta clicar no
botão "ok" para o
programa anunciar a sentença. É
possível ainda estabelecer se a
frase será afirmativa, negativa
ou interrogativa - neste caso,
também pode-se ouvir as
respostas.
"É claro
que o aluno não pode escolher
distraidamente e ficar dando ok
em qualquer sentença. O mínimo
de atenção se faz necessário
para absorver os conceitos que
estão implícitos",
complementa o professor.
"Também é importante não
tentar formar regras a partir dos
exemplos. Com a repetição, o
aluno memoriza o modo de
construção das frases
naturalmente", acredita ele.
Meira Lins avisa que a tradução
deve ser evitada.