RUMO AO PLANALTO IV
Cúpula
tucana não acredita que os
ajustes abalem a candidaturaBRASÍLIA - O
comando da campanha do presidente
Fernando Henrique Cardoso não
acredita que os cortes nas
despesas públicas, anunciados
ontem pelo ministro da Fazenda,
Pedro Malan, abalarão a
posição do candidato nas
pesquisas, como não abalou o
aumento das taxas de juros
adotadas na semana passada. De
acordo com os coordenadores da
campanha, as medidas não terão
reflexo imediato para a maioria
da população e, portanto, não
prejudicarão FHC sob o ponto de
vista eleitoral. "As
pesquisas mostram que a crise
não afetou a candidatura
Fernando Henrique e que a
população vê no presidente o
candidato que está em melhores
condições para enfrentar as
dificuldades", afirmou ontem
o coordenador político Euclides
Scalco.
"A alta
dos juros vai repercutir mais na
Bolsa de Valores do que junto à
população", observou
Scalco. "E o ajuste fiscal
não terá reflexo imediato na
vida do País", completou o
coordenador. Os integrantes da
campanha de FHC não escondem a
satisfação pelo crescimento do
candidato nas pesquisas,
justamente nas circunstâncias em
que, de acordo com analistas
políticos, ele deveria ser mais
vulnerável. "Na campanha
não existe crise. Estamos
subindo nas pesquisas e
conquistando os votos entre os
eleitores que estavam
indecisos", afirmou o
coordenador operacional da
campanha, Eduardo Jorge Caldas.
Entre os integrantes do comitê o
crescimento de Fernando Henrique
nas pesquisas em plena crise
internacional não é surpresa.