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TOQUES
José
Teles
Cena
musical volta a esquentar
Depois do pique
inicial, a cena musical recifense
passou por uma morgação
natural, e agora voltou a
esquentar com fogo pra todos os
gostos. Em discos há muitos anos
que não se viam tanto
lançamento de artistas locais.
Do professor Ariano Suassuna, que
lançou seu Poesia Viva, ontem,
no Sesc, ao anárquico Paulo
Francis Vai Pro Céu, com Sacha
(se Marlene Matos toma
conhecimento vai dar rolo). O
Cascabulho lança oficialmente
hoje, com um café da manhã bem
nordestino, num restaurante em
Casa Forte, seu Fome Dá Dor De
Cabeça. Sexta que vem, no Sesi,
em Paratibe, é vez de
lançamento do CD, Pastoril
Folião, uma coletânea de
frevos, interpretadas por
Silvério Pessoa (do supracitado
Cascabulho), Maciel Melo, Walmir
Chagas, Kelly Benevides, Dalva
Torres e mais uma porção de
gente. E o legal é que toda esta
efervescência não tem nada a
ver com música de baixo nível,
nem com o modismo circunstancial
do forró.
O
Aerosmith, quem diria?
Um quarto de
século atrás o Aerosmith era
destratado pela crítica como
xerox dos Rolling Stones. Agora a
banda chega aos 25 anos com
status de ícone. A Billboard, a
revista que dá as cartas no show
business, desta quinzena, traz
nada menos de 31 páginas com
Steve Tyler e cia. Nada como um
dia atrás do outro, etc e tal.
Parceria
Lula Cortes e
Ortinho (Querosene Jacaré)
compondo juntos músicas para um
CD que já tem até título:
Sangue de Barata.
É pau
Sábado, o
Maluco Beleza, vibra literalmente
com decibéis saindo pelo
ladrão. É o Super Sat Rock, que
traz Ratos de Porão, Câmbio
Negro, Caiçara, Serpente Negra e
Solução de Bateria.
Os
desconhecidos
Quem gosta da
história da música pop importe
o livro Unknown Legends of Rock'n
Roll: Psychodelics Unknowns, Mad
Genius, Punk Pioneers, Lo-Fi
Mavericks & More, de Richie
Unterberger (Millie Freeman
Books, 422 páginas, $19,95).
Unterberger conta a história do
rock pela ótica dos vencidos, ou
quase. Artistas influentes mas em
sua maioria esquecidos. Alguns:
Skip Spencer, guitarrista do Moby
Grape, que depois de um show,
viajou em LSD, achou que estava
possuído pelo demo tentou matar,
com um machado, Don Stevenson, o
baterista da banda. Spencer nunca
mais se recuperou; Larry Collins,
que foi o pioneiro da guitarra de
dois braços, pelo menos 15 anos
antes de Jimmy Page; Graham Bond,
líder da Graham Bond
Organization (ele mais Jack Bruce
e Ginger Baker), que virou
drogonauta, e atirou-se debaixo
de um trem, em Londres, em 1974;
Eddie Phillips da ótima banda
inglesa Creation, primeirão no
uso do uso de arco de violino pra
tocar guitarra (prática que se
atribui a Jimmy Page). Leitura
divertida e ainda vem com um CD
de lambugem, com a música dos
desconhecidos.
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