EDUCAÇÃO
Governo
exclui capitais do Programa de
Renda MínimaBRASÍLIA - O
Ministro da Educação, Paulo
Renato Souza, divulgou ontem as
regras para a versão
governamental do programa
bolsa-escola, a principal
bandeira do PT na área social,
mas reconhece depender da
criatividade de Estados e
municípios para assegurar o
dinheiro destinado a famílias
pobres.
O Governo
excluiu do programa, nessa
primeira etapa, capitais e
regiões metropolitanas. Além
disso, vai pagar só a metade do
subsídio. Já separou uma verba
de R$ 100 milhões para este ano.
A meta é beneficiar cerca de 700
mil famílias a partir do final
das eleições, quando serão
assinados os primeiros
convênios.
Apesar do
orçamento garantido, as regras
do programa de renda mínima
federal poderão deixar de fora
cerca de 40% daqueles municípios
que pretende ajudar, já que, nos
primeiros cinco anos de
implantação, apenas os
municípios com receita
tributária por habitante e renda
familiar per capita inferiores à
média estadual, poderão
habilitar-se para receber os
recursos.
Pesa contra o
programa o fato de que a grande
maioria dos 5.507 municípios
brasileiros não tem receita
própria, e é sustentada pelos
Governos estaduais e pela
própria União. As prefeituras
terão de dar contrapartida para
receber o dinheiro federal.
O programa vai
destinar, no mínimo, R$ 15,00
para famílias com renda per
capita inferior a meio salário
mínimo, como estímulo para que
mantenham os filhos de 7 a 14
anos na escola. A fórmula de
cálculo do benefício é
complexa. Multiplica-se R$ 15,00
pelo número de dependentes com
menos de 14 anos na família. Do
resultado dessa conta, subtrai-se
o equivalente a metade da renda
per capita familiar (a renda
familiar dividida pelo número de
pessoas da família). "Não
acredito que um prefeito, por
mais pobre que seja seu
município, não consiga
organizar-se para conseguir a
contrapartida", afirmou
Paulo Renato.