COMEMORAÇÃO
Correios
comemora 100 anos de cinemaCinéfilos e
filatelistas podem correr à
agência dos Correios mais
próxima, para adquirir a série
de selos lançada pela empresa,
alusiva aos Cem Anos do Cinema
Brasileiro. A cartela, com seis
unidades de trinta e um centavos
cada, destaca alguns dos
principais momentos da sétima
arte nacional, em tom de
nostalgia.
Ao todo, foi
impressa pela Casa da Moeda uma
tiragem de 3,6 milhões de selos,
do tipo 1º Porte Nacional Pessoa
Jurídica. O primeiro marca a
ação pioneira dos imigrantes
italianos Vittorio di Maio e
Afonso Segreto. Maio estreou o
Cinematographo (figura estampada)
no Brasil em 1897. O filme
Limite, de Mário Peixoto -
único do diretor, realizado em
1931, ainda na fase muda - é o
homenageado do segundo selo. Na
terceira ilustração aparece
"A Dupla do Barulho",
Grande Otelo e Oscarito,
representando a fase das
chanchadas.
O quarto selo
da série relembra o período em
que se tentou montar uma
indústria cinematográfica no
Brasil. A arte da estampa traz a
figura do Jeca Tatu, personagem
do ator Mazzaropi, representando
o estúdio Vera Cruz e algumas
das suas famosas produções, que
seguiam os moldes das produções
hollywoodianas. O Cinema Novo e
sua figura mais expoente, o
cineasta Glauber Rocha, ilustram
o quinto e penúltimo selo.
Fechando a
homenagem, uma representação
dos filmes brasileiros que
tiveram reconhecimento
internacional: O Pagador de
Promessas, Palma de Ouro no
Festival de Cannes, em 1962; Eles
Não Usam Black-Tie, premiado em
Veneza, 1981; e Central do
Brasil, Leão de Ouro este ano,
em Berlim.
Os selos foram
criados pelos artistas plásticos
Marcellus Schnell e Sílvia
Stenberg e formam uma das
homenagens mais justas ao Cinema
Brasileiro dos últimos tempos.