TEATRO
Feira
de Caruaru no Teatro ArraialO Grupo Feira de Teatro
Popular de Caruaru é o tema de
hoje da série de palestras
Memórias da Cena Pernambucana -
o Teatro de Grupo, que acontece
desde o início do ano no Teatro
Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa
Vista), sempre às 19h, e de
graça. A realização é da
Federação do Teatro de
Pernambuco (Feteape).
Textos
contemporâneos, escritos a
partir de uma realidade
sócio-política, numa
encenação universal, que prima
pelos elementos artesanais em
conjunto com a própria
musicalidade nordestina (atores
cantam, dançam e tocam
instrumentos em cena). Essa é a
trajetória do grupo, que tem em
Auto das 7 Luas de Barro seu mais
respeitável cartão de visitas.
Fundado como um
grupo amador de teatro, em
setembro de 1967, a melhor parte
de seu repertório deve-se ao
autor e diretor Vital Santos,
também de Caruaru, que, além de
escrever e dirigir, criou
músicas, coreografias e concebeu
luz e figurino de quase todos os
espetáculos (excetuando um).
O grupo estreou
no auditório da Rádio Difusora
de Caruaru, com A Feira de
Caruaru, numa temporada de um
ano. Depois vieram os prêmios,
muitos. Ganhou quatro no 1º
Festival Nacional de Teatro de
São José do Rio Preto, cinco no
Festival Nacional de Estudante.
Em 1975, as três primeiras
indicações para o Mambembe (O
Sol Feriu a Terra e a Chaga se
Alastrou). Auto das 7 Luas de
Barro, de 1979 (que ainda está
em cartaz na cidade) levou mais
troféus importantes: Mambembe,
Molière, Associação Paulista
dos Críticos de Arte e Gralha
Azul. No Recife em 1993, o
trabalho colheu mais aplausos da
crítica (não de público, que
não encheu a temporada).
A mais recente
montagem foi Cancão de Fogo, de
Jairo Lima, com Gilberto Brito
assinando a direção.
Ressalte-se que Auto das 7 Luas
de Barro e Olha pro Céu, Meu
Amor continuam em cartaz em
Caruaru, 14 anos depois de sua
estréia. Ao todo, foram 28
produções, com destaque, ainda,
para Solte o Boi na Rua e Com o
Pé na Cova.