MÚSICA
O
conservadorismo feminino da Feira
de Lillithpor JOSÉ TELES
O mulherio
apresenta sua armas no CD (duplo)
Lillith Fair - A Celebration Of
Women In Music (BMG/RCA). A
Lillith Fair é um festival
itinerante de que só participam
cantoras e grupos femininos.
Liderado pela cantora Sarah
McLachlan, ele reúne no mesmo
palco artistas famosas ao lado de
talentos emergentes, com parte da
renda dirigida a organizações
feministas.
Apesar da
quantidade de nomes, este clube
da luluzinha dó uma panorâmica
parcial na música que fazem as
moças americanas atualmente
(ficaram de fora, algumas por
razões óbvias, a megaestrela
Madonna, a megavendedora Alanis
Morrisette, a megaencrenqueira
Courtney Love, por exemplo, além
de mitos tais como Joan Baez ou
Joni Mitchel, pra citar umas
poucas).
Entre
figurinhas carimbadas feito
Suzanne Veja, Victoria Williams,
Tracy Bonham ou The Cardigans,
surpreende gente como Paula Cole,
que com guitarras pesadas, sai do
lugar comum folkrock, que é o
som que liga a maioria destas
cantoras.
As gurias da
Indigo Girls soam mais quentes em
palco do que em disco, enquanto
com Suzanne Vegaa contece o
contrário. Indo de sucessos
internacionais feito o baladão
Eternal Flame, com Suzanne Hoffs,
ao exotismo oriental de Lama
Dorje Chama, com Yungchen Lhamo,
as mulheres mostram-se
demasiadamente conservadoras no
som que deixam rolar. Uma
condenação, aliás, que a ex-de
Kurt Cobain, a hoje fashion
Courtney Love vive fazendo e
atribuindo aos milhões de discos
vendidos pela bonitinha mas
ordinária música de Alanis
Morrisette.