- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - -Jornal do Commercio - Recife, 11 de agosto de 1998

MÚSICA
O conservadorismo feminino da Feira de Lillith

por JOSÉ TELES

O mulherio apresenta sua armas no CD (duplo) Lillith Fair - A Celebration Of Women In Music (BMG/RCA). A Lillith Fair é um festival itinerante de que só participam cantoras e grupos femininos. Liderado pela cantora Sarah McLachlan, ele reúne no mesmo palco artistas famosas ao lado de talentos emergentes, com parte da renda dirigida a organizações feministas.

Apesar da quantidade de nomes, este clube da luluzinha dó uma panorâmica parcial na música que fazem as moças americanas atualmente (ficaram de fora, algumas por razões óbvias, a megaestrela Madonna, a megavendedora Alanis Morrisette, a megaencrenqueira Courtney Love, por exemplo, além de mitos tais como Joan Baez ou Joni Mitchel, pra citar umas poucas).

Entre figurinhas carimbadas feito Suzanne Veja, Victoria Williams, Tracy Bonham ou The Cardigans, surpreende gente como Paula Cole, que com guitarras pesadas, sai do lugar comum folkrock, que é o som que liga a maioria destas cantoras.

As gurias da Indigo Girls soam mais quentes em palco do que em disco, enquanto com Suzanne Vegaa contece o contrário. Indo de sucessos internacionais feito o baladão Eternal Flame, com Suzanne Hoffs, ao exotismo oriental de Lama Dorje Chama, com Yungchen Lhamo, as mulheres mostram-se demasiadamente conservadoras no som que deixam rolar. Uma condenação, aliás, que a ex-de Kurt Cobain, a hoje fashion Courtney Love vive fazendo e atribuindo aos milhões de discos vendidos pela bonitinha mas ordinária música de Alanis Morrisette.


     

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