CASO MARIA DO CARMO
Juiz
aguarda parecer do MPO juiz da Vara do Júri
Privativo de Jaboatão dos
Guararapes, José Roberto
Moreira, está aguardando o
pronunciamento do Ministério
Público (MP) sobre o pedido de
revogação da prisão preventiva
do procurador Luiz Fernando Dias
dos Santos. A medida foi pedida
sexta-feira e um dos advogados de
defesa, Bráulio Lacerda,
sustenta que a prisão seria
ilegal, pois o réu continua
trabalhando no Recife. "Ele
exerce o cargo de
procurador-geral na PCR todos os
dias, das 8h às 12h30",
afirma, contestando a idéia de
que o réu estaria se ocultando
da Justiça. A posição do MP
sobre a revogação da
preventiva, segundo o promotor
Manoel Maia, é meramente
opinativa, sendo um procedimento
de praxe, que não pesa na
decisão judicial. Santos é
acusado de ter atentado contra a
vida da esposa, Maria do Carmo
Dias.
"É uma
presunção equivocada, decretar
a prisão do meu cliente, sob a
alegação de que ele estaria se
escondendo", alfineta o
advogado. Ele diz ter
declaração do secretário de
Assuntos Jurídicos da PCR,
Dorany Sampaio, comprovando que o
Luís Fernando trabalhou até o
dia 6 de agosto. "Dois dias,
inclusive, depois que sua prisão
foi decretada em 4 de agosto. Só
que agora ele está se
resguardando de uma prisão
ilegal".
O advogado da
defesa de Maria do Carmo,
Idelfonso Pereira Neto, acusa o
procurador Luiz Dias dos Santos
de ter fornecido à Justiça o
endereço desatualizado, além do
nome da rua onde funcionava o seu
escritório, na Avenida Marquês
de Olinda. "O oficial de
Justiça só tem a obrigação de
procurá-lo nos endereços que
ele forneceu. E neles, não o
achou". Para ir a
julgamento, segundo o promotor
Manoel Maia, o réu precisa se
apresentar ao juiz José Roberto
Moreira, para tomar ciência do
resumo da acusação contra ele.