- - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 11 de agosto de 1998

PRIVATIZAÇÃO DO BANDEPE V
Diretoria do banco estadual não reconhece existência de créditos

A chefe do departamento jurídico do Bandepe, Isolda Costa, confirmou à reportagem do JC que a ação movida pelo advogado Jaime Menezes - que representa a indústria Insulene - ainda não foi julgada pelo Supremo Tribunal de Justiça, em Brasília. Portanto, segundo ela, os valores estipulados no processo não podem ser reconhecidos. "O banco não tem como medir a dívida. Quem vai decidir é a justiça".

O Bandepe, inclusive, contratou o escritório Afonso Pernet & Nair Ventura Advogados Associados, com sede no Rio de Janeiro, para acompanhar a ação. "Não tínhamos estrutura para acompanhar o processo", disse a chefe do departamento jurídico. Segundo o diretor de Operações e Finanças, Jorge Carvalho, o banco teria perdido a ação na primeira e segunda instâncias por "falha processual", mas não por que o grupo teria direito a receber o dinheiro.

Carvalho confirmou também que o proprietário da indústria, João Luis de Gonzaga, teria procurado o banco para negociar. Mas, segundo ele, não houve acordo porque quem devia era o empresário ao Bandepe. A versão do banco é que na época, em 1982, a instituição concedeu vários empréstimos para a empresa, só que o grupo nunca pagou. Um outro financiamento concedido pelo banco para servir de capital de giro teria sido utilizado para liquidar parte dos passivos que a indústria tinha com a instituição. Foi neste empréstimo que o empresário acusa o banco de desvirtuar o dinheiro.


     

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