PRIVATIZAÇÃO DO BANDEPE V
Diretoria
do banco estadual não reconhece
existência de créditosA chefe do departamento
jurídico do Bandepe, Isolda
Costa, confirmou à reportagem do
JC que a ação movida pelo
advogado Jaime Menezes - que
representa a indústria Insulene
- ainda não foi julgada pelo
Supremo Tribunal de Justiça, em
Brasília. Portanto, segundo ela,
os valores estipulados no
processo não podem ser
reconhecidos. "O banco não
tem como medir a dívida. Quem
vai decidir é a justiça".
O Bandepe,
inclusive, contratou o
escritório Afonso Pernet &
Nair Ventura Advogados
Associados, com sede no Rio de
Janeiro, para acompanhar a
ação. "Não tínhamos
estrutura para acompanhar o
processo", disse a chefe do
departamento jurídico. Segundo o
diretor de Operações e
Finanças, Jorge Carvalho, o
banco teria perdido a ação na
primeira e segunda instâncias
por "falha processual",
mas não por que o grupo teria
direito a receber o dinheiro.
Carvalho
confirmou também que o
proprietário da indústria,
João Luis de Gonzaga, teria
procurado o banco para negociar.
Mas, segundo ele, não houve
acordo porque quem devia era o
empresário ao Bandepe. A versão
do banco é que na época, em
1982, a instituição concedeu
vários empréstimos para a
empresa, só que o grupo nunca
pagou. Um outro financiamento
concedido pelo banco para servir
de capital de giro teria sido
utilizado para liquidar parte dos
passivos que a indústria tinha
com a instituição. Foi neste
empréstimo que o empresário
acusa o banco de desvirtuar o
dinheiro.