TELECOMUNICAÇÕES
Telemar
recua e cumprirá metas da AnatelBRASÍLIA - A
holding Telemar (Tele Norte
Leste) recuou das críticas à
Anatel (Agência Nacional de
Telecomunicações) e anunciou
ontem que irá cumprir as metas
de expansão determinadas pelo
órgão regulador do setor de
telecomunicações. "Com a
Anatel, é paz e amor. Manda quem
pode e obedece quem tem
juízo", disse ontem o
presidente da holding, Carlos
Francisco Jereissati. Na semana
passada, a Anatel divulgou as
metas de expansão que devem ser
cumpridas pelas "teles"
estaduais até dezembro de 1999.
No caso da
Telemar, que reúne 16 empresas
(do Rio de Janeiro ao Amazonas,
onde está incluída a Telpe
fixa), foi determinada uma
expansão de 29,49% na planta de
telefones fixos (residenciais e
não-residenciais). Isso
significa a instalação de
2.361.761 novos terminais. Ao
recusar as metas da Anatel, a
Telemar alegou que estava
comprometida com as previsões
que estavam nos "data
rooms" da Telebrás e que
determinariam a instalação de
1,7 milhão de novos telefones
fixos (661 mil a menos que as
metas da Anatel).
Ontem,
Jereissati reconheceu que as
críticas da Telemar estavam
equivocadas. "Estamos
absolutamente de acordo com as
metas impostas pela Anatel. Foi
um mal-entendido", disse. O
consórcio Telemar, que adquiriu
a Tele Norte Leste por R$ 3,434
bilhões, foi criticado pelo
governo por não ter uma
operadora de telefonia como
parceira no negócio. Para
financiar a metade da entrada de
40% que o consórcio pagou na
semana passada, o BNDES assumiu
25% das ações vendidas no
leilão.
Jereissati não
quis dizer quanto tempo irá
durar a presença do BNDES na
Telemar. "Essa é uma
informação que só o ministro
das Comunicações, Luiz Carlos
Mendonça de Barros, pode dar.
Ele não é o dono da empresa,
mas é uma autoridade pela qual
devemos nos pautar". O
empresário confirmou que o
assessor especial do ministro,
Ércio Zilli, ocupará um cargo
de diretoria na Telemar. "O
ministro falou, tá (sic)
falado".
RECUSA -
O grupo espanhol Telefónica de
España divulgou ontem nota nos
jornais gaúchos dizendo que não
pretende deixar de participar da
CRT (Companhia Rio-grandense de
Telecomunicações), estatal
adquirida junto com a RBS. As
duas empresas são sócias desde
dezembro de 1996, quando
compraram 35% do capital da CRT.
Houve um rompimento no leilão da
Telebrás. A RBS pretendia
comprar a Tele Centro Sul,
empresa de telefonia fixa que
cobre os Estados de Santa
Catarina, Paraná e todo o
Centro-Oeste. A Telefónica,
contrariando os gaúchos,
apresentou proposta de R$ 5,783
bilhões pela Telesp. Com isso, o
consórcio ficou impossibilitado
de continuar na disputa pela Tele
Centro Sul.