ÁSIA II
Queda
de empresa japonesa sacode
mercadosA fabricante japonesa de
copiadoras Mita Industrial Co.
Ltda anunciou ontem seu pedido de
concordata, unindo-se assim a uma
vasta lista de vítimas da crise
econômica do Japão. O anúncio,
inquientante na medida em que
sugere que a deteriorização
econômica começa a fazer
estrago no dinâmico setor
manufatureiro japonês,
estremeceu os mercados
financeiros, onde impulsionou
vendas ativas do já debilitado
iene e arrastou as ações
bancárias na Bolsa de Tóquio.
"Ao
contrário da recente série de
quebras empresariais que afetaram
principalmente firmas
construtoras, financeiras e
produtoras de matéria-prima,
agora vemos que as que fabricam
produtos processados acabaram
igualmente como vítimas da
crise", afirmou Kohichi
Hariya, analista do Centro de
Pesquisa Nikko. "Tudo parece
possível agora", revelou
Hariya, agregando que as empresas
japonesas, que adotaram
políticas arrojadas de expansão
no exterior favorecidas por um
iene forte no início da década
de 90, viram-se obrigadas a
repensar sua estratégia.
A empresa Mita
Industrial, uma sociedade
constituida em Osaka em 1948 mas
que não negocia ações em
bolsas, afirmou que sucumbiu
graças a um passivo de 200
bilhões de ienes (US$ 1,360 bi),
acumulado depois que seu
enérgico plano de expansão no
exterior fracassou por causa da
atual debilidade da moeda
japonesa. A Mita assinalou que
65% de suas vendas globais eram
procedentes do exterior. A
empresa afirmou também que
atualmente disfruta de uma
participação de 3,5% do mercado
local de copiadoras, enquanto que
esta porcentagem sobe para 7,7%
na Europa e para 10,1% nos
Estados Unidos.
Em
declarações durante uma
entrevista, o presidente da Mita,
Yoshihiro Mita, explicou que os
negócios da sociedade haviam
sido prejudicados pelo vigor
anterior do iene, o que o motivou
a transferir a produção para o
exterior, principalmente para
Hong Kong.