PEDIATRIA
Mortalidade
infantil é discutida em
CongressoGENEBRA - Onze
milhões de crianças menores de
cinco anos morrem todos os anos,
declarou ontem a nova diretora
geral da Organização Mundial da
Saúde (OMS), Gro Harlem
Brundtland, que enfatizou o
importante papel desempenhado
pelos pediatras na luta contra a
mortalidade infantil.
Em um discurso
pronunciado em Amsterdam por
ocasião do 22º Congresso
Internacional de Pediatria,
Brundtland recordou o desamparo
em que se encontram as crianças.
"Mais da
metade das mortes por infecções
respiratórias agudas e até 90%
das mortes por diarréia,
paludismo e rubéola, afetam
crianças menores de cinco anos.
Estas cifras revelam o círculo
vicioso da pobreza",
declarou a ex-primeira-ministra
norueguesa na primeira
declaração pública desde que
assumiu seu cargo, em 21 de julho
passado.
As perspectivas
para os próximos 20 anos não
são nada alentadoras,
acrescentou, enfatizando o
importante papel que desempenham
os pediatras na luta contra este
problema de saúde pública.
"Vocês,
enquanto pediatras, e nós, na
Organização Mundial da Saúde,
devemos nos unir para poder
fornecer aos governos os
conselhos mais pertinentes sobre
a maneira em que devem estruturar
seus sistemas de saúde para que
as crianças recebam cuidados
apropriados".
Para a nova
responsável da OMS, "o que
pode fazer a diferença são os
esforços conjugados e
combinados". Brundtland
assinalou a estreita relação
entre a mortalidade infantil e a
pobreza, e recordou que o risco
de morte antes dos cinco anos é
cinco vezes maior nas
populações mais pobres.
Na África,
7,5% das crianças que nascem
não ultrapassam o primeiro mês
de vida e, em algns países
africanos, uma em cada cinco
crianças morre antes de seu
quinto aniversário. De modo
geral, a má nutrição é a
causa de mais da metade das
mortes de crianças no mundo.