- -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 11 de agosto de 1998

HISTÓRIA
Fim do Império foi tranqüilo no Estado

A queda do Império apanhou de surpresa as lideranças e os políticos de Pernambuco, que não esperavam uma mudança tão radical sem a ocorrência de forte reação. O Partido Republicano era politicamente inexpressivo, apesar do prestígio intelectual do seu líder, Martins Júnior, e estava obviamente despreparado para a chegada do novo regime.

A implantação da República fez-se pacificamente em todas as províncias, exceto na Bahia, onde o general Severiano Fonseca, irmão do marechal Deodoro da Fonseca, que liderou o golpe contra o Império e foi o primeiro presidente, era fiel às instituições e tentou resistir por alguns dias, mas acabou cedendo.

Em Pernambuco, na véspera do golpe que implantou o novo regime, tomou posse como presidente da Província (era assim que se chamava o chefe do Executivo estadual), o desembargador Segismundo Gonçalves. Dois dias depois, a 16/11/1889, ele teve que passar o cargo ao comandante das Armas, coronel José Cerqueira Lima.

E daí se seguiu uma sucessão de governantes que exerceram o cargo por breves períodos, enquanto o País se reorganizava, aos poucos. Antes da República os governantes estaduais eram nomeados pelo Conselho de Ministros do Império, e o Legislativo era exercido por uma Assembléia Provincial, que se renovava a cada dois anos e se reunia apenas dois meses por ano.

Enquanto não se votava uma Constituição, o que só aconteceu a 17 de junho de 1891, Pernambuco viveu uma rápida sucessão de governadores. Um destaque é o desembargador Henrique P. de Lucena, Barão de Lucena, que apesar de ter ficado no poder apenas dois meses (4/08/1890 a 23/10/1890), realizou uma administração dinâmica e producente, inclusive incentivando e fazendo implantar usinas de açúcar.

Pela nova Constituição o governador passaria a ser eleito pelo voto direto para um mandato de quatro anos. O Poder Legislativo constava de uma Câmara de Deputados, com 30 parlamentares eleitos para um mandato de três anos, e um Senado Estadual, composto por 15 senadores e eleitos por seis anos.

No quadro ao lado, a lista dos governadores de Pernambuco, a partir da Proclamação da República (1889), exceto os que substituíram os titulares por força de dispositivo constitucional e por breves períodos.


     

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia |
Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Colunas | Regional | Veículos | Família | Especiais

Últimas Notícias | JC Debate | Roteiro | Weekend | Bate-papo | Tábua de Marés
Fale com o JC | Links | Classificados | Rádio Jornal| Edições Anteriores | Assinantes