HISTÓRIA
Fim
do Império foi tranqüilo no
EstadoA queda do Império
apanhou de surpresa as
lideranças e os políticos de
Pernambuco, que não esperavam
uma mudança tão radical sem a
ocorrência de forte reação. O
Partido Republicano era
politicamente inexpressivo,
apesar do prestígio intelectual
do seu líder, Martins Júnior, e
estava obviamente despreparado
para a chegada do novo regime.
A implantação
da República fez-se
pacificamente em todas as
províncias, exceto na Bahia,
onde o general Severiano Fonseca,
irmão do marechal Deodoro da
Fonseca, que liderou o golpe
contra o Império e foi o
primeiro presidente, era fiel às
instituições e tentou resistir
por alguns dias, mas acabou
cedendo.
Em Pernambuco,
na véspera do golpe que
implantou o novo regime, tomou
posse como presidente da
Província (era assim que se
chamava o chefe do Executivo
estadual), o desembargador
Segismundo Gonçalves. Dois dias
depois, a 16/11/1889, ele teve
que passar o cargo ao comandante
das Armas, coronel José
Cerqueira Lima.
E daí se
seguiu uma sucessão de
governantes que exerceram o cargo
por breves períodos, enquanto o
País se reorganizava, aos
poucos. Antes da República os
governantes estaduais eram
nomeados pelo Conselho de
Ministros do Império, e o
Legislativo era exercido por uma
Assembléia Provincial, que se
renovava a cada dois anos e se
reunia apenas dois meses por ano.
Enquanto não
se votava uma Constituição, o
que só aconteceu a 17 de junho
de 1891, Pernambuco viveu uma
rápida sucessão de
governadores. Um destaque é o
desembargador Henrique P. de
Lucena, Barão de Lucena, que
apesar de ter ficado no poder
apenas dois meses (4/08/1890 a
23/10/1890), realizou uma
administração dinâmica e
producente, inclusive
incentivando e fazendo implantar
usinas de açúcar.
Pela nova
Constituição o governador
passaria a ser eleito pelo voto
direto para um mandato de quatro
anos. O Poder Legislativo
constava de uma Câmara de
Deputados, com 30 parlamentares
eleitos para um mandato de três
anos, e um Senado Estadual,
composto por 15 senadores e
eleitos por seis anos.
No quadro ao
lado, a lista dos governadores de
Pernambuco, a partir da
Proclamação da República
(1889), exceto os que
substituíram os titulares por
força de dispositivo
constitucional e por breves
períodos.