- -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 11 de agosto de 1998

SUCESSÃO PRESIDENCIAL
Ciro Gomes reforça campanha no Recife

A programação que o candidato da coligação Brasil Justo e Real à presidência da República, Ciro Gomes, cumpre hoje no Recife (veja quadro abaixo), confirma o que já vinha sendo amplamente comentado: a aliança PSDB/PPS em Pernambuco não vai extrapolar os limites que separam os partidos na disputa nacional. O ex-ministro desembarca pela segunda vez no Estado, como candidato, com o propósito de reforçar apenas a sua própria campanha, sem tomar parte na disputa local.

A agenda de Ciro Gomes revela que o desafio maior do PPS é fazer com que o candidato ocupe os mais diferentes espaços e reforçe as suas propostas de Governo. Por isso, os compromissos assumidos por Ciro não vão contar com a presença de nenhum dos tucanos, aliados do PPS no Estado. E tanto esses tucanos como os pós-comunistas asseguram que isso é encarado sem nenhum problema. Na eleição presidencial, o PSDB apóia a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O senador Roberto Freire (PPS), candidato a vice-presidente na chapa, informou que a disposição do PPS é fazer a campanha de Ciro nos Estados em parceria com os candidatos aliados do PPS, e que apóiam o projeto nacional do partido. "A tolerância sempre foi a nossa marca registrada. Pernambuco não é o único Estado em que somos aliados na sucessão estadual e adversários na presidencial. Não há problemas em conciliar essas diferenças porque os dois projetos não se confundem, são realidades diferentes", argumentou Freire. Os Estados do Mato Grosso do Sul (PPS/PT), Santa Catarina (PPS/PT), Acre (PPS/PT), Alagoas (PPS/PSB) e Rio Grande do Norte (PPS/PMDB) são alguns exemplos citados pelo senador.

Freire acrescentou, porém, que na caminhada de Ciro Gomes, à tarde, serão distribuídos panfletos em que constam a chamada Carlos Wilson-governador. "Todo o material preparado pelo PPS registra o candidato a governador que o partido apóia e o nome do presidente. Se Carlos Wilson quiser se juntar a nós, será bem vindo", disse. O candidato tucano, no entanto, não deverá participar da programação.


     

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