PARTIDOS
PMDB
tenta "arrumar a casa"por REJANE OLIVEIRA
Sucursal de Brasília
Excluído por
suas próprias contradições
internas, o PMDB está fora da
disputa mais importante das
próximas eleições, pela
Presidência da República. Ainda
assim, seus dirigentes esperam,
em outubro, recuperar a antiga
condição de maior partido do
País, elegendo a maioria dos
governadores e as bancadas mais
expressivas no Congresso Nacional
e nas Assembléias Legislativas
dos Estados. Em número de
filiados, o PMDB ainda é o maior
do País: são 6 milhões de
seguidores, contra 3,5 milhões
do PFL, segundo colocado em
contingente de filiados.
O PMDB tem
candidatos próprios aos governos
de dezenove Estados. Nas
eleições proporcionais, o
objetivo da legenda é recuperar
a posição de maior bancada na
Câmara dos Deputados e no Senado
Federal, conquistada nas urnas em
1994, mas perdida para o PFL,
através de migrações
partidárias, ao longo da atual
legislatura, facilitadas pela
atratividade de pertencer ao
círculo mais restrito de comando
do País, dividido entre tucanos
e pefelistas.
Na Câmara,
essa meta é razoavelmente
difícil, já que o bloco do PMDB
foi superado até pelo PSDB em
número de deputados. Já na
disputa pelo Senado, as pesquisas
indicam que os peemedebistas têm
candidatos fortes e devem retomar
o primeiro lugar. Mesmo porque a
maior parte das 27 vagas em
renovação pertence ao PFL, e
quatro de seus atuais ocupantes
não são candidatos à
reeleição.
MUDANÇAS -
Mesmo que obtenha sucesso
eleitoral no atual pleito,
contudo, o PMDB que emergirá das
urnas dificilmente permanecerá o
mesmo na próxima legislatura.
Marcado por muitas divergências,
o confronto definitivo entre suas
duas correntes foi adiado por
causa da proximidade das
eleições. Porém, deve ocorrer
inevitavelmente no início do
próximo ano. Quem ganhar, fica
com o controle da legenda. Quem
perder, cria um novo partido ou
migra para algum dos já
existentes.