- - .................................................-Jornal do Commercio - Recife, 09 de agosto de 1998

ALTERAÇÃO
Suspensão mudada põe vida em risco

Mexer na geometria do carro representa um perigo. Sem contar que as modificações nas características de fábrica são proibidas por lei (artigo 98 do Novo Código de Trânsito). Mas há quem faça o rebaixamento na suspensão do automóvel para torná-lo mais esportivo e estável, esquecendo que os componentes do sistema ficam sujeitos a um esforço maior, podendo romper ou quebrar. Os veículos também perdem em valor comercial e se forem novos, o direito à garantia de fábrica.

A alteração é simples e geralmente realizada em pequenas oficinas: as molas do veículo são cortadas ou destemperadas, até perder a pressão e chegar na altura desejada, diz o chefe de oficina do Trocão da Rosa e Silva, Wilson Pinheiro. O rebaixamento proporciona melhor estabilidade nas curvas e em alta velocidades, já que o automóvel por ação da força centrífuga (que imprime movimentos rotatórios) ou perda de peso tende a diminuir o seu atrito com o solo, explica o gerente de serviços da Mesbla Veículos, Marcelo Paraíso.

RESISTÊNCIA - Os jovens são os que mais se utilizam dessa prática, diz Paraíso. Na oficina da Mesbla, alguns veículos chegam com problemas no sistema de supensão devido a essas alterações. "Os componentes - amortecedor, terminal de direção, buchas, mola, bandejas, etc - têm a vida útil reduzida em 50%", afirma Wilson Pinheiro.

Segundo ele, é possível reverter o processo com a substituição das molas, mas o carro, depedendo do tempo de rebaixamento, não readquire a mesma resistência de origem.


     

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