ALTERAÇÃO
Suspensão
mudada põe vida em riscoMexer na geometria do
carro representa um perigo. Sem
contar que as modificações nas
características de fábrica são
proibidas por lei (artigo 98 do
Novo Código de Trânsito). Mas
há quem faça o rebaixamento na
suspensão do automóvel para
torná-lo mais esportivo e
estável, esquecendo que os
componentes do sistema ficam
sujeitos a um esforço maior,
podendo romper ou quebrar. Os
veículos também perdem em valor
comercial e se forem novos, o
direito à garantia de fábrica.
A alteração
é simples e geralmente realizada
em pequenas oficinas: as molas do
veículo são cortadas ou
destemperadas, até perder a
pressão e chegar na altura
desejada, diz o chefe de oficina
do Trocão da Rosa e Silva,
Wilson Pinheiro. O rebaixamento
proporciona melhor estabilidade
nas curvas e em alta velocidades,
já que o automóvel por ação
da força centrífuga (que
imprime movimentos rotatórios)
ou perda de peso tende a diminuir
o seu atrito com o solo, explica
o gerente de serviços da Mesbla
Veículos, Marcelo Paraíso.
RESISTÊNCIA
- Os jovens são os que mais
se utilizam dessa prática, diz
Paraíso. Na oficina da Mesbla,
alguns veículos chegam com
problemas no sistema de supensão
devido a essas alterações.
"Os componentes -
amortecedor, terminal de
direção, buchas, mola,
bandejas, etc - têm a vida útil
reduzida em 50%", afirma
Wilson Pinheiro.
Segundo ele, é
possível reverter o processo com
a substituição das molas, mas o
carro, depedendo do tempo de
rebaixamento, não readquire a
mesma resistência de origem.