BENEFÍCIOS
Senado
vota hoje o novo plano de saúde
do paísBRASÍLIA - O
Senado vota, hoje, o projeto de
lei que altera as regras válidas
para planos e seguros de saúde.
Se aprovado, segue para a
sanção presidencial. O projeto
tramita no Congresso desde 1991.
No ano passado, foi aprovado pela
Câmara, mas sua votação pelo
Senado foi atrasada pela
resistência de entidades
médicas e de defesa do
consumidor. A oposição deve
apresentar propostas de
supressões no texto, apesar de
acordo com o Governo para a
aprovação, na semana passada.
Para o
consumidor, as principais
mudanças previstas no projeto
são a cobertura obrigatória
para determinados tipos de
transplantes, tratamento de
vítimas de epidemias e o
fornecimento de medicamentos para
uso ambulatorial. Segundo o
relator do projeto, Sebastião
Rocha, as empresas continuam
desobrigadas de dar cobertura às
doenças contraídas antes do
ingresso do associado no plano.
No entanto, pelo projeto, a
empresa precisa provar que o
usuário tinha a doença na
época que aderiu ao plano, sob
pena de não poder suspender o
tratamento.
O reajuste por
idade a partir dos 60 anos passa
a ser proibido para o usuário
que já tenha, pelo menos, dez
anos de contribuição ao plano
ou seguro. A colocação de
próteses e órteses continua
fora da cobertura, a não ser nos
casos em que a utilização delas
esteja ligada a cirurgia
realizada durante a vigência do
plano de saúde ou do seguro.
Algumas regras dependem da
regulamentação que o Governo
irá fazer por meio de medida
provisória depois da sanção da
lei.