ALAGOAS
Combate
a crime tem
"afrouxamento"MACEIÓ - O juiz
da 11ª Vara Criminal de Maceió,
Helder Loureiro, disse, ontem,
que está havendo um
"afrouxamento" nas
investigações do crime
organizado e criticou a falta de
empenho dos delegados no combate
à pistolagem em Alagoas. Para
tornar ágil as investigações,
ele estará determinando, hoje, a
quebra do sigilo bancário e
fiscal de todos os envolvidos com
a denominada "gangue
fardada". O objetivo do juiz
é receber informações da
Receita Federal e do Banco
Central (BC) sobre o patrimônio
e a movimentação bancária de
políticos, empresários e
militares envolvidos com a
"gangue fardada". Cerca
de 40 pessoas estão sendo
investigadas, entre elas os
deputados estaduais João
Beltrão (PMDB) e Antonio
Albuquerque (PSD).
Irritado, o
juiz disse que os inquéritos
estão "dormindo" nas
gavetas dos delegados, as peças
são redigidas em
"português sofrível"
e as perícias nos carros
roubados comprometem as provas
que serão usadas na acusação
dos envolvidos. Ontem, o juiz
esteve reunido com os peritos do
Instituto de Criminalística
(IC), que passarão a realizar
novas perícias nos 160 carros
apreendidos por irregularidades,
que estavam em poder dos
integrantes da gangue. Loureiro
destacou que, dos 160 carros
apreendidos pela polícia, apenas
três foram encaminhados à
Justiça.