- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de maio de 1998

ALAGOAS
Combate a crime tem "afrouxamento"

MACEIÓ - O juiz da 11ª Vara Criminal de Maceió, Helder Loureiro, disse, ontem, que está havendo um "afrouxamento" nas investigações do crime organizado e criticou a falta de empenho dos delegados no combate à pistolagem em Alagoas. Para tornar ágil as investigações, ele estará determinando, hoje, a quebra do sigilo bancário e fiscal de todos os envolvidos com a denominada "gangue fardada". O objetivo do juiz é receber informações da Receita Federal e do Banco Central (BC) sobre o patrimônio e a movimentação bancária de políticos, empresários e militares envolvidos com a "gangue fardada". Cerca de 40 pessoas estão sendo investigadas, entre elas os deputados estaduais João Beltrão (PMDB) e Antonio Albuquerque (PSD).

Irritado, o juiz disse que os inquéritos estão "dormindo" nas gavetas dos delegados, as peças são redigidas em "português sofrível" e as perícias nos carros roubados comprometem as provas que serão usadas na acusação dos envolvidos. Ontem, o juiz esteve reunido com os peritos do Instituto de Criminalística (IC), que passarão a realizar novas perícias nos 160 carros apreendidos por irregularidades, que estavam em poder dos integrantes da gangue. Loureiro destacou que, dos 160 carros apreendidos pela polícia, apenas três foram encaminhados à Justiça.




   

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