LIVROS
Bienal
recebeu 1,3 milhão de pessoaspor MARCO POLO
Os números da
15ª Bienal Internacional do
Livro de São Paulo, encerrada no
último domingo, superaram as
expectativas da CBL - Câmara
Brasileira do Livro -, que
organiza o evento. A feira de
livros recebeu um público
superior a 1,3 milhão de pessoas
e o faturamento total foi de R$
77 milhões, ultrapassando em R$
2 milhões as previsões
iniciais. Os maiores destaques
foram o aumento das vendas
diretas ao público, o
comparecimento de grande número
de profissionais estrangeiros, e
a programação cultural, que
reuniu cerce de quatro mil
participantes em cursos de
atualização de professores,
debates sobre direito autoral e
mesas-redondas com autores.
A 15ª Bienal
Internacional do Livro de São
Paulo foi aberta para
profissionais do livro no dia 29
de abril e, para o público em
geral, em 1º de maio. Segundo
Raul Wassermann, vice-presidente
da CBL, a feira encerrou suas
atividades "com resultados
acima das nossas previsões, que
levaram em conta a queda dos
níveis gerais de consumo; e o
fato da edição deste ano contar
com um dia e meio a menos que a
Bienal de 96.". Durante a
feira, foram comercializados 13,1
milhões de exemplares.
Pesquisa
realizada junto ao público
traçou o perfil dos visitantes.
Do total, 30% declararam
interesse por livros
infanto-juvenis (o que é
compreensivo, tendo em vista a
maciça presença de jovens); 23%
por literatura de ficção; e 21%
estavam à procura de livros
técnicos e universitários,
sendo que 48% eram da capital;
28% da Grande São Paulo; 20% do
interior e 5% de outros estados.
A pesquisa
revelou ainda que, apesar da
polêmica e o descontentamento
das grandes editoras, há um
clima de aprovação à mudança
da Bienal para Salão anual a
partir de 1999. Dentre os
profissionais, 7% aprovam o
Salão e entre o público em
geral a aprovação é de 76%.
"Diante
desses resultados, cresce nossa
expectativa em torno do Salão
Internacional do Livro de São
Paulo de 1999, quando
inauguraremos uma nova fase do
mercado editorial
brasileiro", disse o
presidente da CBL, Altair Brasil.
Apesar deste otimismo, boa parte
das principais editoras do país
prometem boicotar o evento, por
causa dos custos. Editores que
preferiram não se indentificar
comentaram extra-oficialmente nos
corredores da Bienal, que a
diretoria da CBL, que vem se
perpetuando no poder, tem feito
muitos desmandos e estaria se
aproveitando em causa própria,
da Bienal e, agora, do Salão
anual. Segundo eles, já está se
organizando, pela primeira vez em
muitos anos, uma chapa de
oposição, a fim de tomar a
direção da entidade e dos
eventos que promove.