- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de maio de 1998

LIVROS
Bienal recebeu 1,3 milhão de pessoas

por MARCO POLO

Os números da 15ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, encerrada no último domingo, superaram as expectativas da CBL - Câmara Brasileira do Livro -, que organiza o evento. A feira de livros recebeu um público superior a 1,3 milhão de pessoas e o faturamento total foi de R$ 77 milhões, ultrapassando em R$ 2 milhões as previsões iniciais. Os maiores destaques foram o aumento das vendas diretas ao público, o comparecimento de grande número de profissionais estrangeiros, e a programação cultural, que reuniu cerce de quatro mil participantes em cursos de atualização de professores, debates sobre direito autoral e mesas-redondas com autores.

A 15ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo foi aberta para profissionais do livro no dia 29 de abril e, para o público em geral, em 1º de maio. Segundo Raul Wassermann, vice-presidente da CBL, a feira encerrou suas atividades "com resultados acima das nossas previsões, que levaram em conta a queda dos níveis gerais de consumo; e o fato da edição deste ano contar com um dia e meio a menos que a Bienal de 96.". Durante a feira, foram comercializados 13,1 milhões de exemplares.

Pesquisa realizada junto ao público traçou o perfil dos visitantes. Do total, 30% declararam interesse por livros infanto-juvenis (o que é compreensivo, tendo em vista a maciça presença de jovens); 23% por literatura de ficção; e 21% estavam à procura de livros técnicos e universitários, sendo que 48% eram da capital; 28% da Grande São Paulo; 20% do interior e 5% de outros estados.

A pesquisa revelou ainda que, apesar da polêmica e o descontentamento das grandes editoras, há um clima de aprovação à mudança da Bienal para Salão anual a partir de 1999. Dentre os profissionais, 7% aprovam o Salão e entre o público em geral a aprovação é de 76%.

"Diante desses resultados, cresce nossa expectativa em torno do Salão Internacional do Livro de São Paulo de 1999, quando inauguraremos uma nova fase do mercado editorial brasileiro", disse o presidente da CBL, Altair Brasil. Apesar deste otimismo, boa parte das principais editoras do país prometem boicotar o evento, por causa dos custos. Editores que preferiram não se indentificar comentaram extra-oficialmente nos corredores da Bienal, que a diretoria da CBL, que vem se perpetuando no poder, tem feito muitos desmandos e estaria se aproveitando em causa própria, da Bienal e, agora, do Salão anual. Segundo eles, já está se organizando, pela primeira vez em muitos anos, uma chapa de oposição, a fim de tomar a direção da entidade e dos eventos que promove.


     

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