- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de maio de 1998

LIVROS III
Este ano o grande vendedor foi o padre Marcelo Rossi

Se na Bienal do Livro de São Paulo de 96, o grande vendedor de livros foi Paulo Coelho, este ano a estrela foi o padre Marcelo Rossi. Mesmo se considerando que seus três livros Aprendendo a Dizer Sim com Maria, Rezando o Terço Bizantino e Oração de Fé custavam apenas R$ 3,00 cada um, a presença do religioso causou um verdadeiro rebuliço nos corredores da feira.

O assédio ao padre Marcelo foi tanto que foi preciso transferir sua concessão de autógrafos do estande da editora Vozes para um dos auditórios do Expo Center Norte. Logo em seguida se formaram filas intermináveis à porta. A maioria esmagadora era de mulheres, de todas as faixas etárias e classes sociais as mais diversas.

O físico do padre talvez explique um pouco este sucesso, mas não é tudo. Alto, forte (é ex-atleta), jovem, bonito, ele também sabe encantar pela palavra. Fala como se estivesse em transe e realmente tem carismo. As pessoas ficavam como que vidradas, escutando-o falar.

Por conta disso tudo, das 10 da manhã até as 17h, o padre Marcelo Rossi já tinha vendido mais de nove mil livros. Ele ficou até as 22h, sem comer, atendendo as pessoas. Adepto da linha carismática da Igreja Católica, o padre Marcelo, como é conhecido, já atraiu multidões de até 44 mil pessoas, no Morumbi. Nem o apresentador de TV, Ratinho, que lançou sua autobiografia na Bienal, atraiu tanta gente nem vendem tanto quanto ele.


     

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