LIVROS III
Este
ano o grande vendedor foi o padre
Marcelo RossiSe na Bienal do Livro de
São Paulo de 96, o grande
vendedor de livros foi Paulo
Coelho, este ano a estrela foi o
padre Marcelo Rossi. Mesmo se
considerando que seus três
livros Aprendendo a Dizer Sim com
Maria, Rezando o Terço Bizantino
e Oração de Fé custavam apenas
R$ 3,00 cada um, a presença do
religioso causou um verdadeiro
rebuliço nos corredores da
feira.
O assédio ao
padre Marcelo foi tanto que foi
preciso transferir sua concessão
de autógrafos do estande da
editora Vozes para um dos
auditórios do Expo Center Norte.
Logo em seguida se formaram filas
intermináveis à porta. A
maioria esmagadora era de
mulheres, de todas as faixas
etárias e classes sociais as
mais diversas.
O físico do
padre talvez explique um pouco
este sucesso, mas não é tudo.
Alto, forte (é ex-atleta),
jovem, bonito, ele também sabe
encantar pela palavra. Fala como
se estivesse em transe e
realmente tem carismo. As pessoas
ficavam como que vidradas,
escutando-o falar.
Por conta disso
tudo, das 10 da manhã até as
17h, o padre Marcelo Rossi já
tinha vendido mais de nove mil
livros. Ele ficou até as 22h,
sem comer, atendendo as pessoas.
Adepto da linha carismática da
Igreja Católica, o padre
Marcelo, como é conhecido, já
atraiu multidões de até 44 mil
pessoas, no Morumbi. Nem o
apresentador de TV, Ratinho, que
lançou sua autobiografia na
Bienal, atraiu tanta gente nem
vendem tanto quanto ele.