EMPREGO
Ampliado
prazo para pagar multa do FGTSSÃO PAULO - As
empresas ganharam mais nove dias
para recolher a multa de 40% do
FGTS (Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço) e o último
depósito nos casos em que o
aviso prévio é indenizado ou o
trabalhador é dispensado de seu
cumprimento. A ampliação do
prazo foi autorizada pelo decreto
nº 2.582, publicado no Diário
Oficial da União de sexta-feira.
A multa é devida nos casos em
que o empregado é demitido sem
justa causa. Entre os dias 16 de
fevereiro deste ano (data em que
passaram a ser obrigadas a
depositar a multa na CEF) e 7
deste mês, as empresas tinham
apenas um dia útil, após o
término do contrato de trabalho,
para fazer o recolhimento.
Desde o dia 8,
o prazo foi ampliado para
"até o 10º dia contado da
data da notificação da
demissão, quando da ausência do
aviso prévio, indenização do
mesmo ou dispensa do seu
cumprimento". Nos casos em
que a empresa exige o cumprimento
do aviso prévio, o prazo de
recolhimento não foi alterado -
continua sendo no primeiro dia
útil após o término do
contrato. A ampliação do prazo
vai prejudicar o trabalhador.
Dependendo do dia do depósito,
ele terá de esperar mais tempo
para poder sacar todo o FGTS.
Quando for dispensado, o
trabalhador precisa terá que
aguardar pelo menos cinco dias
antes de pedir o saque.
A CEF tem cinco
dias úteis para fazer o
pagamento e os dez dias é o
prazo que a empresa tem para
fazer o depósito. Se não
esperar o prazo, o trabalhador
terá de voltar à CEF e fazer um
novo pedido, apenas para sacar a
multa e o último depósito. O
decreto também determina que as
empresas que pagaram multas entre
16 de fevereiro e 8 de maio
poderão pedir a devolução das
mesmas.
REFORMA
TRIBUTÁRIA - O Ministério
da Fazenda já recebeu os estudos
técnicos sobre o impacto da
reforma tributária nas contas
dos estados, preparado pela
Fipe-USP e Receita Federal, e
deve encaminhar novo projeto à
Comissão de Tributação da
Câmara na semana que vem,
segundo o deputado Paulo Lustosa,
presidente da comissão. O
projeto foi modificado para
tentar aprová-lo no Congresso no
menor tempo possível. Uma das
propostas que o governo incluiu
no projeto, segundo antecipou o
secretário executivo do
Ministério da Fazenda, Pedro
Parente, é transformar a CPMF
num imposto permanente, no modelo
do IOF, elevando a alíquota para
permitir uma arrecadação maior.